02 de março de 2009 às 08h47m
100 anos de Patativa

Documentário de Rosemberg Cariry estreia no dia do centenario do poeta de Assaré.


Estreia dia 5 de março, no Espaço Unibanco Dragão do Mar, o documentário “Patativa do Assaré: Ave Poesia”. O entra em cartaz na data do centenario do poeta cearense. O filme é uma produção de Rosemberg Cariry e foi vencedor do 5º Festival de Belém do Cinema Brasileiro.

Neste documentário histórico, o público poderá acompanhar um pouco dos 93 anos de vida e poesia de Patativa do Assaré. Além da imagem “oficial” do poeta, o documentário mostra aspectos do seu trabalho na roça e do cotidiano com a família e os amigos. A narrativa começa com imagens do velório de Patativa, em nove de julho de 2002, e, a partir daí, percorre sua vida, com referências a acontecimentos pessoais e históricos.

“Patativa é mais do que um poeta. Ele representou a figura arquetípica do velho sábio, do grande mestre, a quem sempre prestamos reverência. A poesia, a consciência política e a ética do Patativa são coisas que marcaram a conduta de vida de uma geração”, comenta Cariry.

Desde 1978, que o cineasta cearense vem filmando aspectos da vida de Patativa do Assaré. “Quando estava em Fortaleza, ele ficava lá em casa, onde registrei muitas de suas conversas gostosas. E eu sempre retribuía a visita, indo até Assaré. Tenho mais de 100 horas de filmagens com ele. Registros em Super-8, 16mm, 35mm, U-Martic, Betacam, em todas as bitolas de vídeo e cinema”, conta. Na construção de “Patativa do Assaré - Ave Poesia”, com 84 minutos de duração, Rosemberg Cariry mergulhou em seu arquivo pessoal. “Depois da morte do poeta, passei algum tempo para criar coragem e fazer o filme.

Foi quando me debrucei sobre meu farto material”, diz. “O resultado é um filme onde o Patativa fala e mostra-se em suas dimensões poética, humana e política. Não procurei fazer um grande exercício de linguagem.Não tem nada de inovador na produção. Fiz este filme para o velho mestre, para que as pessoas vejam e compreendam a grandeza de Patativa do Assaré.

Espero que o filme esteja à altura do poeta”, completa. Muitos depoimentos ajudam a construir a imagem de Patativa do Assaré. Ricardo Bezerra, Raimundo Fagner, Fausto Nilo, Oswald Barroso, Amâncio, que conviveram com o poeta, participam do filme com seus depoimentos. A obra é resultado de anos de vivência e pesquisa. Além de depoimentos, imagens documentais de Patativa do Assaré e acontecimentos históricos, são usados registros de jornais, tevê, rádio e muitas apresentações públicas do poeta, em teatros, feiras.


Fonte: Editor de Variedades: Felipe Muniz Palhano (Jornal O Estado)

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