04 de abril de 2010 às 12h04m
22 novos projetos

Parques eólicos da Praia do Morgado e Volta do Rio, em Acaraú, encerram o pacote de 14 usinas do Proinfa. O Estado continua ampliando sua capacidade instalada e ganhará 22 novos projetos

Duas novas usinas eólicas começam a operar ainda este mês no Ceará. Ambas são localizadas em Acaraú, no Litoral Oeste, a 253 quilômetros de Fortaleza, e têm uma potência total de 70,8 megawatts. O Estado passa a contar com 17 parques e lidera a produção nacional de energia eólica, com uma capacidade instalada de 518,9 megawatts. Outros 22 projetos devem começar a ser instalados ainda este ano, com a missão de fornecer energia já em 2012, o que deve mudar o perfil do litoral cearense, que deixará de ser área destinada apenas ao turismo.

Os dois primeiros parques eólicos foram instalados no Ceará em 1999, em Aquiraz e São Gonçalo do Amarante. Já em 2001 surgiu a usina do Mucuripe, em Fortaleza. As primeiras unidades, somadas, possuem um potencial de 17,4 megawatts. Outras 14 unidades foram instaladas a partir de 2002, incentivadas pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do Governo Federal. O pacote termina sua fase de implantação com o início das operações dos parques de Praia do Morgado e Volta do Rio, em Acaraú.

Somente com as usinas criadas com o Proinfa os investimentos foram de 2,07 bilhões, conforme o relatório sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), publicado em fevereiro último. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que o segundo colocado no ranking nacional de produção eólica é o Rio Grande do Sul, com um potencial instalado de 150 megawatts. A Paraíba, com 55,2 megawatts, vem logo a seguir. Já o Rio Grande do Norte, com 51,1 megawwats, está em quarto, conforme ainda a Aneel.

Mas o perigo está logo ao lado. O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Lauro Fiuza, explica que o Ceará pode perder espaço no futuro para o Rio Grande do Norte em relação à atração de investidores.

``O grande problema do Ceará não tem nada a ver com incentivos. É o único estado do Brasil em que o Ministério Público criou casos com os investimentos. Essa discussão (questões ambientais) não existe em nenhum estado brasileiro``, alega Fiuza. O presidente da Abeeólica detalha que, como os investidores são obrigados a cumprir prazos para a conclusão dos empreendimentos e o início do fornecimento, existe o temor de que, no Ceará, os problemas com o Ministério Público ocasionem atrasos.


Fonte: O Povo

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