29 de dezembro de 2009 às 09h35m
Monte o som sem estourar o orçamento

Se você está cansado do sonzinho básico do seu carro, pode ir além sem gastar uma fortuna

Monte o som sem estourar o orçamento
 
 
 

 

Confesse: você já anda cansado daquele som com um CD player e quatro falantes baratinhos. Quer ir além do som original de fábrica, não deseja gastar uma fortuna, mas quer música com qualidade, tendo a sensação de que o show está dentro do seu carro. Saiba que isso é possível. Investindo algo entre 1 000 e 2 000 reais*, você pode transformar o trajeto entre a casa e o trabalho em um verdadeiro concerto. O segredo para a conta não causar um estrago no orçamento é criar um projeto por etapas. Assim, dá para acompanhar aos poucos a evolução da qualidade do som e, ao mesmo tempo, organizar as finanças durante o processo. Sem falar que nada o impedirá de cessar o investimento em qualquer fase, desde que já se sinta satisfeito com o resultado do som.

“O planejamento é a melhor estratégia para conseguir o que se espera de um sistema de áudio gastando o mínimo possível”, diz o especialista Lázaro Lopes, dono da Heavy Sound. “É importante também deixar claro para o instalador suas preferências em relação ao volume de som e aos tipos de música”, afirma Eduardo Rahal, proprietário da Edusom. A seguir acompanhe as três etapas de um bom projeto.



1ª ETAPA

CD PLAYER De 350 a 850 reais*


A definição do projeto de som começa pela unidade principal. A primeira dica é optar por um CD player com saídas para cabos RCA, aqueles com conectores coloridos. São eles que permitem o envio de sinais sem distorções para amplificadores externos. Outra recomendação é buscar um CD que, além de tocar MP3, também tenha entrada para pen drives e iPods. Se você é um usuário contumaz de celular, considere ainda a hipótese de gastar um pouco mais em um equipamento que converse automaticamente com seu telefone via sistema Bluetooth, sem fio. Com ele, você ouve o interlocutor pelos alto-falantes do carro e fala através do microfone embutido no aparelho sem tirar as mãos do volante. Outra vantagem é poder ouvir as músicas tocadas diretamente do seu celular. Mas isso encarece o aparelho, que custará a partir de 700 reais. Para quem gosta de tecnologia, pense num DVD player. O ideal é optar por um modelo controlado por toques na tela com conexão USB e iPod, além de Bluetooth. Pode chegar a ter até GPS, câmera traseira e TV digital. O problema: não sai por menos de 2 000 reais.

KIT DUAS VIAS DE ALTO-FALANTES A partir de 120 reais*


A qualidade do som está diretamente ligada aos tipos de altofalante. Por isso os especialistas recomendam o investimento em um kit duas vias, um conjunto de falantes que costuma cobrir melhor o espectro de frequência da música que os tradicionais coaxiais (dois falantes no mesmo corpo) e triaxiais (três em um). Assim, os woofers vão tocar os médios e os graves e os tweeters, os agudos. Já os dois crossovers inclusos no kit farão a divisão das frequências. O resultado é um áudio com mais qualidade e definição em comparação a projetos básicos. Importante: certifique-se de que os falantes serão devidamente instalados nos vãos originais do carro. Se o veículo não contar com espaços previstos para os tweeters, é possível fixá-los sobre o painel em suportes que vêm no kit. Outro aspecto relevante: se você costuma transportar mais de um ocupante no carro, compensa acrescentar ao projeto dois coaxiais traseiros, o que vai lhe custar de 40 a 120 reais.
Quem for exigente em relação ao som deve gastar um pouco mais no kit duas vias. No mínimo, 250 reais. O material e a construção dos alto-falantes variam bastante, interferindo na qualidade de áudio. Não por acaso, o valor desse jogo pode superar os 2 500 reais em projetos de alta fidelidade.

 



2ª ETAPA

AMPLIFICADOR EXTERNO A partir de 400 reais*

 


Todo projeto de som precisa de um amplificador para funcionar. Em geral, ele está embutido no CD player. Mas, para quem quer potência adicional, há a opção de usar um amplificador externo, que em geral fica no portamalas. Se você adquiriu um kit duas vias e prefere ouvir música com menos distorção, os mais indicados são os modelos compatíveis com cabos RCA (tipo Mosfet). São mais caros, porém oferecem mais qualidade. Isso porque processam o sinal puro do CD player e não o som já amplificado, como acontece com os populares boosters (high power). Outra dica valiosa: escolha um modelo com quatro canais. Só assim será possível instalar sem gastos desnecessários, no futuro, um subwoofer – aliás, aproveite esta etapa e peça para o instalador já deixar preparado o cabeamento para receber no futuro o subwoofer. O acréscimo na conta é pequeno e evita que tenha de desmontar toda a forração do assoalho novamente.

Confira sempre se a potência por canal do seu amplificador é compatível com a dos alto-falantes (considere sempre a medida “watts RMS”). Distribuir um sinal com força adequada aos parâmetros do sistema, além de melhorar o resultado do som, preserva a integridade dos equipamentos. O preço do módulo costuma subir proporcionalmente aos watts, podendo chegar a 1 000 reais ou mais, muito mais.

 



3ª ETAPA

SUBWOOFER EM CAIXA ACÚSTICA A partir de 250 reais*

 


Um sistema eficiente de som precisa reproduzir baixas frequências com precisão. Daí a necessidade de um alto-falante específico para graves e subgraves: o subwoofer. Engana-se quem acha que ele só serve para projetos barulhentos. Ouvir um jazz ou uma orquestra sem ele significa perder nuances importantes. Para obter o máximo de rendimento, será preciso acomodá-lo em uma caixa acústica, construída pela própria loja de som. Ela ameniza a distorção dos graves. O único inconveniente é que a peça, em geral de madeira ou fibra, vai ocupar pelo menos 20% do porta-malas. Mas o resultado costuma agradar não só aos ouvidos como também aos olhos, mesmo que o acabamento seja uma discreta forração de carpete. A escolha da caixa acústica depende do espaço disponível no porta-malas e do tipo de música que será ouvido. Dentre as várias opções existentes no mercado, prefira a caixa selada, que tem o melhor custo-benefício.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

Fonte: Quatro Rodas

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