30 de novembro de 2009 às 16h20m
Veja os cuidados para intercalar o uso de gasolina comum e aditivada

Especialista dá dicas para não danificar o motor. Tire dúvidas sobre consumo alto e tipos de injeção eletrônica.

ntercalar o uso de gasolina comum e aditivada não danifica o motor desde que o combustível tenha o mesmo índice de octanagem (NO), ou seja, a capacidade de resistir à altas temperaturas na câmara de combustão sem sofrer desgaste excessivo ou danos. respondendo às perguntas dos internautas e dá dicas de como fazer essa mistura de forma segura. Outras questões como alto consumo, andar na 'banguela', o sistema de segurança corta-combustível e tipos de injeção eletrônica também são esclarecidas. Confira abaixo.

Tenho um Audi A4 turbo e o mecânico da própria marca disse que não é bom intercalar o uso de gasolina comum e aditivada. Isso é verdade?
- Pedro
Intercalar abastecimentos de gasolina comum com abastecimentos de gasolina aditivada não acarreta dano algum ao motor. O que não se deve fazer é alterar combustíveis de octanagens diferentes. No caso específico da gasolina comum e da aditivada, a quantidade de octanas é a mesma (87 octanas). Vale ressaltar que determinados modelos exigem combustível específico como, por exemplo, gasolina de alta octanagem, 91 ou 95 octanas, recomendada para motores de alta performance.


Posso usar gasolina podium no Audi A3 150 Turbo?
- Nelson Fernandes Gobira
Pode sim. Aliás, ao utilizar uma gasolina de alta octanagem como a Podium - que oferece cerca de 95 octanas, um carro como o Audi A3 Turbo consegue disponibilizar todo potencial do motor, com um melhor aproveitamento de potência e também um melhor desempenho nas retomadas de velocidade. Apenas para ilustrar, a gasolina comum oferece 87 octanas. De qualquer forma, sempre é bom conferir o manual do proprietário, que indica o combustível mais adequado para cada veículo.


Tenho um Monza Tubarão de 1992 e ele ‘bebe’ muito mais do que um Monza comum. Quais são os fatores que fazem o carro beber além da média?
- Bruno
O consumo de um automóvel pode ser afetado por dois fatores principais: o modo de condução e o motor em condições adequadas. O modo de condução pode variar de motorista para motorista, além do percurso a ser realizado, das condições do trânsito, entre outros. Descartada a condução fora dos padrões, o segundo passo é fazer uma revisão geral no motor. Deve-se começar por uma inspeção na bomba de combustível e nas velas de ignição. Depois conferir a regulagem do motor seguida de uma verificação nos filtros de combustível e ar. Feito isso o carro estará em condições adequadas para conseguir o melhor rendimento. Uma boa dica é manter a calibragem dos pneus em dia, já que pneus vazios exigem mais esforço do motor, em conseqüência o motorista precisará pisar mais no acelerador. Lembre-se, carregar coisas desnecessárias é um mau negócio.

 

Gasolina aditiva é mais recomendada para carros com motores mais potentes (Foto: Reprodução/TV Globo)

Andar na 'banguela' em carros com injeção eletrônica aumenta o consumo?
- Fabian Idalino
Não economiza, aliás, essa prática não indicada para nenhum carro, seja com injeção ou não. No caso especifico dos carros equipados com injeção eletrônica de combustível, quando o motorista pega uma longa descida e tira o pé do acelerador, mas mantém o motor engrenado, o que acontece é que a central eletrônica detecta isso e corta o envio de combustível por certo instante, o que economiza mais. Se o mesmo motorista entra nessa descida, mas coloca o carro em ponto morto, o que acontece é que a central eletrônica detecta que o carro está em marcha lenta e assim precisa de uma rotação mínima e em conseqüência do envio de combustível, o que vai gastar mais combustível em relação à condição anterior.

Quais os sistemas de sistemas de injeção que pode ter nos carros?
- Deoclécio Afonso

Quanto aos diferentes tipos de injeção de combustível, um motor pode ser equipado com um dos modelos abaixo:

 

- Monoponto: é também chamada de injeção em ponto central. É o sistema de injeção eletrônica em que o injetor ou válvula de injeção única encontra-se num corpo de válvula-borboleta, de onde a mistura ar-combustível segue para os cilindros pelo coletor de admissão.


- Multiponto: é sistema de injeção, independente de ser mecânico ou eletrônico, em que existe um injetor ou válvula de injeção para cada cilindro, mesmo a injeção sendo simultânea para todos os cilindros. É uma evolução da monoponto pela melhor distribuição do combustível admitido pelo motor.


- Sequêncial: é o sistema em que a injeção se dá de acordo com a ordem de ignição. No momento em que a válvula de admissão abre ocorre a entrada de combustível e não de maneira simultânea para todos os cilindros. Exige que o chip controlador da central de comando tenha maior capacidade de processar dados.


- No duto: é um sistema multiponto em que as válvulas de injeção estão localizadas em cada ramo do coletor de admissão, em uma posição anterior aos dutos de admissão do cabeçote.


- Direta: é o tipo de injeção de combustível diretamente na câmara de combustão em vez de ser injetado em uma pré-câmara, no caso dos motores a diesel, e no lugar de ser injetado antes dos dutos de admissão, quando se tratar de motores a gasolina ou álcool. Com esse mecanismo é possível obter mais potência e mais economia de combustível. Os carros equipados com esse sistema geralmente contam com a denominação DI na frente do nome como, por exemplo, o Volkswagen Golf TDI, a diesel, ou o Mitsubishi Diamant GDI, a gasolina

Como é feita a mistura do ar com o combustível no carro de injeção eletrônica?

- Altomar Rocha
Nos motores equipados com o sistema de injeção eletrônica a mistura se dá da seguinte maneira: o combustível é injetado ao ar a ser admitido pela câmara de combustão ou então, conforme o modelo de injeção, no ar que já fora aspirado para dentro do cilindro. Com a implantação do controle eletrônico da injeção houve um notável ganho na precisão da formação dessa mistura, o que possibilita as dosagens ideais de ar e combustível.


O corta-combustível funciona como? É seguro instalar? Pode falhar?
- Simas
Um sistema de segurança do tipo corta-combustível funciona como uma válvula solenóide, elétrica de 12 ou 24 volts. Quando acionada através de um comando elétrico, que pode ser o alarme do veículo, essa válvula trava a passagem de combustível para o motor. Quando desativada a passagem é liberada. É uma boa maneira de ajudar a evitar o roubo de automóveis. Caso o sistema deixe de funcionar, por qualquer razão, o condutor deve ter conhecimento de onde está instalado o equipamento. Isso é importante para poder removê-lo, caso esteja com defeito. Como existem diversos modelos e mecanismos diferentes, das mais variadas tecnologias, não é fácil prever o que pode ocorrer. Desse modo, em caso de pane em um sistema desses, o melhor é acionar a empresa que comercializa ou a empresa que instalou.

É possível colocar ignição eletrônica em um carro de ignição comum?
- Albuquerque
Essa adaptação é possível sim, porém vai variar de motor para motor. Em alguns casos compensa, principalmente nos motores maiores, como por exemplo, um V6 ou V8. Outros que podem receber essa adaptação são os motores que equipam os modelos Opala de 4 e 6 cilindros e também as versões Ford de 4 cilindros que equipam antigas camionetes, como a F-100 a gasolina. Além de melhorar o desempenho, o motor ficará mais econômico e menos poluente. Porém, qualquer tipo de adaptação deve ser bem planejada e executada por um mecânico extremamente competente.


Porque foi tirado o quebra-vento dos carros?
- Everaldo Santiago Junior
Esse equipamento é sem dúvida alguma um item impensável nos carros atuais. O quebra-vento caiu no desuso por diversos fatores, mas o fundamental deles é que o principal usuário era o ladrão, pois se tratava de uma peça vulnerável. Os automóveis antigos adotavam esse recurso por não contar com uma circulação de ar interna que fosse eficiente. Porém, com a evolução do design aerodinâmico, os desenhos ficaram mais arredondados, a porta ficou mais curvada, exigindo um vidro que não fosse reto e isso inviabilizava a instalação do quebra-vento. Por outro lado, o desenho mais curvo facilita a entrada de ar no habitáculo tanto para ventilar como para renovar o ar interno e os mecanismos de circulação de ar dos automóveis também evoluíram. Ou seja, a retirada do quebra-vento se fazia necessária, uma vez que perderia sua função nos carros com desenhos modernos. Outro detalhe de extrema relevância, quando o quebra- vento encontrava-se aberto, a visão do retrovisor ficava comprometida.

 


Fonte: g1.com

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