13 de novembro de 2009 às 15h34m
Chrysler PT Cruiser na versão Limited

Lançado em 2000, visual retrô rendeu o marco de 1,3 milhão de vendas. Design e conforto ao dirigir se confrontam dentro do modelo com motor 2.4.

 

Vendido no Brasil desde 2001, o Chrysler PT Cruiser ainda desperta olhares por onde passa com seu visual retrô, que combina elementos clássicos dos hot rods dos anos 1930 e 1940. O design revolucionário foi o que rendeu ao carro a marca de mais de 1,3 milhão de unidades vendidas no mundo, desde o lançamento em 2000. O estilo dos tradicionais automóveis americanos não foi abalado pelos nove anos de mercado, mas será que o conjunto do carro também resiste ao tempo, perto de modelos mais modernos com apelo “fashion”? Para responder à pergunta, o G1 conferiu o desempenho da versão PT Cruiser Limited pelas ruas da região metropolitana de São Paulo.

Os atributos visuais da versão Limited são muitos. Frisos laterais, maçanetas e grades cromadas trazem luxo ao modelo, também equipado com teto solar e painel de instrumentos com detalhes em fibra de carbono, bancos de couro e rodas de alumínio de 17 polegadas. Estética complementada pelo charmoso relógio analógico característico da marca Chrysler. A beleza interna só não é maior porque para ter essa faixa de preço (a versão Classic custa a partir de R$ 56.900) a montadora precisou aderir às peças plásticas.

Foto: Editoria de Arte/G1

Modelos concorrem pela inovação visual (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

Formato do volante dificulta as manobras (Foto: Divulgação)

Porém, para obter um modelo inovador foi preciso abdicar de certa praticidade no interior do automóvel, o que compromete o conforto na hora de ligar o carro e acelerar pelas ruas. O próprio formato da carroceria, por causa do teto alto, é um exemplo disso. Para uma pessoa de 1,70 m achar posição confortável entre o alcance dos pedais, a altura da alavanca do câmbio e a distância em relação ao volante não é uma tarefa tão fácil, mesmo com o dispositivo de ajuste elétrico do assento. Por falar em volante, o jeitão retrô dele traz um diferencial ao carro, mas o formato dificulta as manobras, embora seja equipado com direção hidráulica.

A área envidraçada pequena na parte traseira é outro ponto negativo, pois prejudica a visibilidade do motorista, especialmente na hora de estacionar o carro. É difícil achar uma referência para calcular a distância em relação ao veículo que está atrás, para isso os espelhos laterais são imprescindíveis. Outra dificuldade na hora da baliza está no engate da transmissão automática de quatro velocidades. Pela curta distância entre as opções “dirigir”, “ré” e “neutro”, o motorista precisa ficar atento para não engatar a marcha errada.

Foto: Divulgação

Área envidraçada pequena na parte traseira prejudica a visibilidade (Foto: Divulgação)

 

Por outro lado, para os passageiros, o grande espaço interno garante área suficiente para esticar as pernas e viajar tranquilamente. Aliás, o porta-malas de 528 litros também favorece longas viagens. Já o porta-luvas não permite tantos exageros, nem mesmo uma bolsa de tamanho pequeno cabe. O espaço é suficiente apenas para colocar objetos pequenos, como o manual do carro, canivete, lanterna e flanela. Para aqueles que gostam de encher o carro de quinquilharias, faltam mais portas-objetos.

Já a parte mecânica não deixa o motorista na mão. O motor 2.4 16 V (142 cv) apresenta desempenho satisfatório, embora a transmissão automática dificulte na hora das ultrapassagens — o torque é de 22,4 kgf a 4000 rpm. O consumo também é bom para um carro deste porte. De acordo com a montadora, o modelo faz 7,4 km/l na cidade (comprovados durante o teste) e 12,3 km/l na estrada. Em vias rápidas como a Anchieta, o carro mostrou valentia e estabilidade, quesito importante para um carro com 1,53 m de altura. A suspensão, inclusive, é bem ajustada para aguentar os trancos proporcionados pelos desníveis e buracos nas ruas.

Detalhes retrô dão charme ao carro (Foto: Divulgação)

O cuidado da Chrysler com a aparência do carro foi o mesmo no que se refere à segurança. O PT Cruiser vem equipado com airbags dianteiros e laterais de múltiplos estágios, proteção interna contra impactos na cabeça, sistema de classificação do ocupante (OCS), controle de tração em baixa velocidade e sistema de freios anti-blocante (ABS).

A conclusão é que design e conforto ao dirigir “brigam” dentro do PT Cruiser, diferentemente dos concorrentes (em inovação) mais modernos Fiat 500 e Mini Cooper e até mesmo do contemporâneo New Beetle, mas isso não abala o estilo romântico do modelo que atrai tantos fãs. A revolução em design continua inquestionável, o que torna o carro atemporal.

 

 


Fonte: g1.com

Compartilhar
Publicidade
Todos os direitos reservados para avol.com.br - no ar desde 2001