22 de agosto de 2009 às 11h06m
Ásia está de olho no mel natural do Ceará

Exportação de mel cresce a cada ano. Em 2008, ocupava o 12º lugar na pauta. Este ano, passou para a 9ª posição


O mercado asiático está de olho na apicultura do Ceará. Árabes e chineses devem começar a comprar o mel natural do Estado ainda este ano. O diretor-presidente da Cearapi, Paulo Levy, diz que as negociações estão avançadas com a empresa, a maior produtora de mel no País.

De acordo com ele, a produção no Estado segue em ritmo acelerado. "O crescimento deve alcançar 40% em 2009, em relação ao ano passado". Para Levy, a assistência técnica é um dos facilitadores deste resultado.

Nas exportações, a velocidade do crescimento é maior. De janeiro a julho deste ano, as vendas externas de mel subiram 153,8%, ante igual período do ano passado. Nesta comparação, o volume de recursos passou de US$ 3,2 milhões para US$ 8,1 milhões. Em 2008, as exportações do mel somaram US$ 6,7 milhões, uma expansão de 109,1% frente 2007 (US$ 3,2 milhões). Naquele ano, o produto ocupava a 12ª posição na pauta de exportação do Estado. Em julho deste ano, saltou para 9º lugar.

Para o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiec, Eduardo Bezerra, a tendência é de aumento da participação do mel natural do Ceará no mercado externo. "Do lado de lá do oceano Atlântico, a população está optando por alimentos naturais", afirma Bezerra. "O mel é um adoçante substituto do açúcar e faz bem à saúde. Há um aumento na demanda internacional".

De acordo com ele, o Ceará está acordando para a apicultura. "É uma atividade nova, que tem um futuro bom". Ele diz ainda que esta cultura também deve pegar carona no crescimento da fruticultura. "Há colméias móveis que se aluga e se leva de acordo com a floração da fruta. Uma hora na plantação de caju. Depois, no figo. A abelha é importante para a polinização".

O diretor da Cearapi diz que este tipo de cultivo na apicultura ainda é incipiente e representa somente 5% do mel do Estado. Paulo Levy destaca que os impulsos econômicos para o setor foram a reabertura deste comércio para a União Européia, que estava embargada até março do ano passado, o apoio em assistência técnica por parte do Sebrae-CE e o investimento que as empresas exportadoras tem feito. "Houve um real crescimento da produção e exportação do mel no Ceará". Outro comprador tradicional é o EUA. O principal produtor é o Cariri.
Fonte: Diario on line

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