15 de junho de 2009 às 09h24m
Moroni Torgan confirma saída da vida política

Democrata vai à missão religiosa em Portugal


Conhecido antigo do eleitorado cearense, o gaúcho Moroni Torgan (DEM) está deixando a política. Ontem, em entrevista ao programa Primeiro Plano, da TV Jangadeiro, ele confirmou a saída dos holofotes. Motivo: nos próximos três anos, vai dedicar-se à uma missão religiosa em Portugal. O democrata é membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – Os Mórmons.

Com o tom de voz manso – bem diferente do adotado durante as campanhas políticas, quando defendia medidas de combate frontal a traficantes -, Moroni tentou justificar o novo rumo citando “valores espirituais que estão num patamar bem maior do que os valores políticos. E eu não posso renegar os meus valores”.
Usando óculos de grau e com aparência tranquila, ele disse que sua dedicação integral às atividades da Igreja acontecerá na tentativa de mudar a vida das pessoas com quem terá contato na Europa. “Não é só com a política, mas com a fé que a gente consegue melhorar a vida das pessoas”, pontuou.

O democrata garantiu não ter feito planos para depois dos três anos na Europa. “Deus é quem sabe”, argumentou ele. Contudo, ponderou que, se disputasse hoje uma eleição contra Luizianne Lins (PT), teria mais chances de sair vitorioso. Ano passado, ele tentou pela terceira vez ser prefeito de Fortaleza, mas foi batido logo no primeiro turno.

Segundo Torgan, agora seria mais fácil mostrar como a petista iludiu o eleitorado com as propostas colocadas durante a campanha. “E não é crítica eleitoral, porque não tem mais eleição. É a crítica de quem quer construir”.
Com a saída de Moroni da Presidência do DEM cearense, assume Chiquinho Feitosa. Conforme Torgan, o partido “vai ficar em boas mãos, pois ele deve manter a independência, mas sem deixar de conversar com todo mundo”.

PERFIL

Natural de Porto Alegre, Moroni Bing Torgan já foi vice-governador do Ceará, secretário de Segurança Pública e deputado federal por três vezes. Enquanto parlamentar, propôs a instalação da CPI do Narcotráfico logo no primeiro mandato – em 1991. Sete anos depois, encabeçou uma nova Comissão, que descobriu ações de crime organizado no Acre, Maranhão, Mato Grosso, Campinas e Rio de Janeiro. Ele também foi delegado da Polícia Federal em Fortaleza e prendeu, em três anos, cerca de 500 pessoas acusadas de tráfico de drogas


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