05 de junho de 2009 às 10h55m
Contratações devem ser retomadas

Depois de uma onda de crise, a taxa de desemprego apresenta nível estável. Momento de as empresas começarem a investir e contratar profissionais. Em alguns setores, especialistas afirmam que existe dificuldade para achar profissionais qualificados


Conquistar um emprego e estabelecer uma carreira de sucesso pode não parecer simples. Fazer com que disputem seu currículo e encontrar empresas oferecendo mais vagas que o número de profissionais disponíveis parece cenário improvável em momentos de crise. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada esta semana, por exemplo, a taxa total de pessoas que foram desligadas de seus cargos ficou em 12,6%, em abril. Apesar de um alívio na tendência de alta - o índice do mês anterior foi de 12,8%, a construção civil foi o setor que mais demitiu, desligando sete mil funcionários.

Acontece que, independente dos abalos da economia e dos índices apresentados pelo governo e instituições especializadas no assunto, há setores que estão contratando, sim. Existe até uma certa dificuldade para encontrar pessoas capacitadas para determinados postos.

Quem explica é o coordenador de intermediação de profissionais do Sine/IDT, Antenor Tenório. Segundo ele, o órgão registrou no primeiro quadrimestre deste ano uma taxa de aproveitamento de 68,75%. ´Nos demais Sines do país, a média é de 42% a 45%´, explica o coordenador.

De acordo com dados do instituto, indústria (34%), setor de serviços (30%) e o comércio (12%) estão na liderança quando o assunto é número de captação de vagas. ´O Ceará vem mantendo um nível muito bom. Esse não é o cenário do Brasil´, comemora Antenor.

Momento de recuperação

Para muitos, a primeira oportunidade pode estar numa das milhares de vagas disponíveis no banco de dados do Sine/IDT. Ainda de acordo com dados do primeiro quadrimestre, o posto de auxiliar de linha de produção, sozinho, captou 8,700 vagas; seguido pelo de selecionador de castanha de caju (1.630). Antenor Tenório diz que ´maio e junho são meses que consideramos de um ótimo desempenho de crescimento. Quando nós chegamos nesse período, as empresas retomam a produtividade. Quem tinha de fazer seus ajustes quanto à crise já fez. A perspectiva é haver estabilidade dos quadros e contratação. Isso envolve tanto a indústria como serviços e comércio. Além das datas comemorativas, chega julho com a alta-estação onde há uma dinâmina positiva e favorável´.

Escolhendo onde trabalhar

Não é todo profissional que pode se dar ao luxo de escolher onde e como trabalhar. Entre os que possuem esse privilégio estão as costureiras. Com 1.449 vagas captadas até o momento, segundo o Sine/IDT, a categoria também registra bons rendimentos.

Cristiane Valente, 34 anos, já trabalha há 15 no ramo e confirma os dados. ´A vantagem é que não falta emprego de forma alguma. Confecção é um produto que vende bastante. Quem trabalha com salário fixo ganha pouco, mas por produtividade o valor varia de R$ 1,20 a R$ 1,70 por peça´, garante Cristiane.

Trabalhando por conta própria de segunda a sexta-feira, a costureira afirma que apesar de não ter os benefícios que as empresas oferecem, a remuneração na sua área ainda é satisfatória. ´Num mês bom, é possível tirar R$ 800,00 por semana´, comemora Cristiane Valente.

MAIS INFORMAÇÕES
Telefones de contato do Sine / IDT: (85) 3101.2775 e 3101.1660

Fonte: Diario do Nordeste

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