04 de março de 2009 às 10h28m
Conheça Meruoca

Conheça Meruoca

 
Meruoca
História de Meruoca
O Município de Meruoca
 
O Município de Meruoca localiza-se na zona fisiográfica do Sertão Centro-norte do Estado do Ceará e faz divisa com Coreaú, Massapê, Alcântaras e Sobral.
 
15/05/2004

Tem as seguintes coordenadas geográficas 3º 31’ 42” de latitude sul e 40º 19’ 53” de longitude W. Gr. Sua área, de 275 km2 ou 208 km2, está distribuída em sede (Meruoca) e distritos de Santo Antônio dos Fernandes, Santo Antônio dos Camilos, Palestina do Norte e São Francisco. Há também inúmeras localidades, algumas maiores e outras menores, que ainda não foram elevadas à categoria de distrito.

Toda a área de Meruoca pertencia ao atual Município de Sobral. Sua origem remonta a construção da capela de Nossa Senhora da Conceição e na formação de missões religiosas que tinham o objetivo de catequizar os nativos Tapuios, da Nação dos Tarairiu (rerius), também chamados de ararius e outras tribos que vieram da Bahia. Eles se assentaram às margens do Rio Acaraú e foram expulsos posteriormente, fugindo para a Serra da Meruoca.

O Decreto nº 2.090, de 13 de novembro de 1885, criou o Município de Meruoca, com território desmembrado de Sobral e sua instalação ocorreu no dia 24 de janeiro de 1887. O Município compunha-se, então, dos distritos de Meruoca e de Floresta, e nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1892 a população do Município era de aproximadamente 12.171 habitantes.

Em 1920, pela Lei nº 1.794 de 9 de outubro, o Município foi extinto e restaurado pelo Decreto nº 206 de 6 de junho de 1931, pertencente à Comarca de Sobral. Foi mais uma vez suprimido pelo Decreto Estadual nº 193, de 20 de maio de 1931, pertencia a Massapê e foi incorporado a Sobral. Com o advento da Lei nº 1.153, de 22 de novembro de 1951, o Município de Meruoca foi restaurado e a ele anexado o distrito de Alcântaras, desmembrando-se de Massapê. A instalação ocorreu no dia 25 de março de 1955, com posse dos vereadores e do prefeito, eleitos em 3 de outubro do ano anterior.

O topônimo, de origem indígena, significa “casa das moscas”: meru = mosca e oca = casa. Tudo porque na sua origem a região e as ocas eram infestadas de moscas. Os dados estatísticos mostram que a população de Meruoca permaneceu quase inalterada. Em 1950, 92,90% dos seus habitantes moravam na zona rural, sobrevivendo do setor primário, a agropecuária. Na sede havia 803 moradores (363 homens e 440 mulheres), que tinham uma igreja matriz e oito capelas para rezar.

Pelo reduzido crescimento da população meruoquense, houve a implantação de alguns poucos engenhos e fábricas de farinha, cuja mão-de-obra utilizada era formada pelos negros escravos e pelos nativos. Acredita-se que o solo da Serra da Meruoca era rico e ideal para o cultivo de cana-de-açúcar e de mandioca. Essa pequena cidade, que em 1861 foi pesquisada, recebeu a chancela de “povoação pobre, de aspecto triste e miserável, situada numa baixa úmida rodeada de morros altos. Passam pelo meio dela dois regatos que nas grandes secas faltam.

Consta a povoação de uma praça pequena e irregular e de duas ruas: a principal, torta e mal povoada de casas, quase todas de palha. Contamos em toda a povoação 18 casas telhadas, caiadas, ladrilhadas, pequenas e térreas...” Passado mais de um século é possível perceber algumas mudanças significativas, provocadas pelos vários administradores e vigários que passaram pelo Município deixando seu legado para a comuna meruoquense. Ainda há muito por se fazer, pois parte significativa da população continua vivendo ainda em condições não ideais.


Prática de rapel
Pedra do Bocão
Pedra do Bocão
 
“As pedras eram consideradas como uma substância pura e sagrada entre as nações da antiguidade.” Dicionário do Folclore brasileiro.
 
17/05/2004
A Pedra do Bocão, um dos pontos turísticos e históricos de Meruoca e ideal para a prática de rapel e de esportes radicais, tem na sua base o formato semelhante ao de uma boca. De acordo com a crença popular, no seu interior existe uma princesa encantada, que foi avistada por caçadores, e lá é também a morada de uma cobra de veado de 18 metros.
 
 
Turismo
Cachoeira
Buraco da Velha
O Buraco da Velha
 
A 2 km da sede, Lages foi um dos principais cenários do povoamento indígena na região. Provida de uma bela gruta e de uma exótica queda d’água que recebeu o nome de Buraco da Velha, Lages é um trecho do riacho Ytacaranha, muito apreciado por turistas e pe
 
17/05/2004
Formado por uma extensa parede rochosa, na qual a água escorre suavemente, serve como escorregador para a garotada. Lages guarda vestígios dos índios rerius, que por lá habitaram, e dos quebra-cocos, seus descendentes.

Os moradores do local dizem que o nome foi dado ao local, por antigos moradores, por causa de uma mulher que morreu arrastada por uma correnteza, caindo na queda d´água. Para outros, uma velha cobra que habitava um buraco no local e acabou tornando-se referência foi a inspiração para o nome.

Turismo
Pequena queda d’água
Bica Ytacaranha
Balneário Ytacaranha
 
Localizado próximo ao açude São José, na sede do Município, a 1 km da Igreja Matriz, o Balneário Ytacaranha é um espaço público formado por várias pequenas quedas d’água, uma pequena piscina natural, uma bica de média proporção e um bar situado no entorno
 
17/05/2004
O balneário recebeu o nome do riacho que o abriga e que deu origem no seu nascedouro à famosa lenda Ytacaranha.

Inaugurado em 1984 pelo prefeito José Mendes, o Balneário se transformou em um espaço privilegiado e movimentado, tanto pelos moradores de Meruoca como também pelos turistas. No entanto, a partir de 1990, o Ytacaranha começou a perder sua importância como entretenimento dos meruoquenses.

 
 
Turismo
A Pedra Grande tem 60 metros de altura
Pedra Grande
A história da Pedra Grande
 
“As pedras já falaram e viveram, mesmo, como em agremiações ou sociedades mais ou menos organizadas; e, se perderam essas prerrogativas, bem como certas faculdades físicas, individuais, ainda conservam, porém, outros predicados inerentes à vida animal com
 
15/05/2004
Localizada nas proximidades do Sítio Socorro de Baixo, a cerca de 8 km da sede, a Pedra Grande, de acordo com João Batista de Sousa, de 70 anos, mais conhecido como seu Batista, é encantada e jamais poderá ser trabalhada, pois “de dentro dela saem sons como o de um galo cantando, de lenha sendo cortada e de vários gritos”. Seu Batista também consegue perceber no meio da fenda, que separa a Pedra Grande de uma serra, várias “visões”, como um carneiro bem grande e gordo e um cachorro grande e vermelho.

Uma certa vez ele viu uma linda mulher “foi entrando bem devagarinho até se sumir lá pra dentro”. “Os bem mais antigos contavam que há uns 200 anos havia um homem que por ali caçava e dava apenas uma passada e chegava à Pedra Grande, como se estivesse andando. Hoje a Pedra ficou tão distante da serra que nem uma espingarda boa bota lá”, recorda seu Batista.

“Se a gente disparar um tiro de espingarda socadeira, o tiro ou o chumbo não chega do outro lado.” Na fenda que separa a serra da Pedra Grande, que tem 60 metros de altura, existe uma outra pedra que, para alguns moradores do Socorro, está caindo aos poucos como uma “cunha” abrindo cada vez mais este grande espaço.

 
 

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