14 de novembro de 2008
Especialistas pedem a Obama que investigue práticas usadas em Guantánamo

Especialistas que participam de um estudo sobre a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, pediram ao presidente eleito, Barack Obama, a criação de uma comissão para investigar as polêmicas práticas aplicadas pelos Estados Unidos a seus prisioneiros, detidos na "guerra contra o terrorismo" do atual presidente George W. Bush.
 
O estudo, divulgado na última quarta-feira (12), foi feito a partir de entrevistas com 62 ex-detentos. A conclusão é de que, até depois de liberados, os prisioneiros continuam sofrendo de estigmas vinculados ao período passado na prisão.
 
O informe detalha a vida dos detidos, que foram agredidos, amarrados durante horas em posições incômodas, isolados em celas, humilhados e depois ficaram incapacitados de refazer as vidas após libertados. Obama prometeu fechar a prisão de Guantánamo, que ainda abriga 250 presos, embora não tenha dito o que pretendia fazer com eles.
 
"Não podemos varrer para baixo do tapete este obscuro capítulo da história nacional, fechando simplesmente a prisão de Guantánamo. O novo governo deve investigar quem fez mal e quem é o responsável", disse à imprensa Eric Stover, um pesquisador da Universidade de Berkeley, Califórnia.
 
Os Estados Unidos mantêm centenas de prisioneiros de sua chamada "guerra ao terrorismo" na base em Guantánamo. A maioria deles estão há anos isolados, sem qualquer julgamento, condenação, acusação ou acesso a advogados.
 
France Presse, em Washington

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