08 de outubro de 2008
Questão energética e crise financeira predominam no debate entre Obama e McCain

A quatro semanas das eleições, a crise econômica, os impostos e a questão energética predominaram o debate entre os candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Ambos os candidatos afirmaram que não vão aumentar os impostos para os contribuintes, apesar da troca de acusações dos dois afirmado que o adversário criará mais encargos.

Obama acusou McCain de propor corte de impostos para grandes empresas e afirmou que é injusto com a população. O democrata disse que terá que fazer "alguns cortes de impostos para grandes empresas, mas eles devem ser feitos com cautela". McCain, então, respondeu que Obama causará aumento de impostos de 50% das pequenas empresas e que com isso elas não poderão gerar empregos.

Em relação à crise financeira pela qual o país passa, Obama afirmou que ela é o veredicto final de uma política errada dos últimos oito anos e que foi apoiada por McCain. O democrata afirmou que é necessário fiscalizar o pacote financeiro aprovado recentemente e aplicar de uma maneira correta. Já McCain afirmou que tem um plano para resolver o problema e atribuiu isso à crise energética. "Não podemos mais enviar tanto dinheiro para o exterior", disse. Nessa questão, ambos os candidatos procuraram falar diretamente ao eleitor americano, tentando tranqüilizá-los.

Nessa questão, McCain completou dizendo que é "necessário renegociar os valores das hipotecas para que as pessoas possam manter suas casas. Só assim vamos voltar a criar empregos na América", afirmou.

Outro ponto que mereceu destaque entre os candidatos foi a questão energética. Obama afirmou que a energia alternativa vai criar milhares de empregos. "Temos que entender que a energia é uma questão de segurança nuclear". Segundo o democrata , o maior problema de energia é que por 30 anos os políticos não fizeram nada pela energia.

Para McCain é necessário criar energia nuclear, que, segundo ele, é segura e limpa. "Temos tecnologia para isso, mas Obama é contra isso", afirmou. O republicano também disse que é necessário investir em novas tecnologias verdes. "Precisamos de carros híbridos, carros movidos a bateria". Na questão energética, nenhum dos candidatos citou o uso dos biocombustíveis.

Na política externa, McCain afirmou que tem mais experiência para lidar com essa questão. "Somos pacificadores, o desafio é saber quando intervir, quando podemos fazer a diferença e evitar o genocídio e combater o terrorismo. Precisa ter experiência para saber quando fazer isso e eu acredito que tenho experiência", Para o republicano, Obama não entende isso: "ele teria que aprender isso ainda e nós não temos tempo para alguém aprender isso no emprego", completou.

Já Obama afirmou não entender como os EUA invadiram um país que não tinha nada a ver com os atentados do 11 de setembro, referindo-se ao Iraque e que essa decisão tinha sido defendida também por seu adversário. O democrata ainda associou às ações militares com os custos para o país. "Gastamos 700 bilhões de dólares com o Iraque e se continuar como McCain planeja, passaremos de 1 trilhão. Precisamos desse dinheiro para usar com o nosso povo", afirmou. Obama também ressaltou que é preciso combater o programa nuclear do Irã, que além de afetar os próprios EUA, prejudicaria Israel, "um de nossoa aliados mais fortes".

O debate, que aconteceu no auditório da Belmont University, em Nashville, no Estado do Tennessee contou com a participação do público, através de uma platéia composta de eleitores indecisos que fizeram perguntas e por expectadores que enviaram questões por e-mail previamente e o moderador, o jornalista Tom Brokaw, selecionou algumas delas para fazer aos candidatos.

Do UOL Notícias
Em São Paulo
 

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