09 de dezembro de 2008
Petrobras volta explicar empréstimos contraídos para garantir investimentos

Rio de Janeiro - A Petrobras divulgou nota ontem (8) para explicar os empréstimos contraídos no sistema financeiro para garantir investimentos nos seus projetos, em função da crise financeira internacional que reduziu o acesso ao crédito.
A estatal afirma que “a busca pelas mais variadas fontes de financiamento, sejam internas ou externas, é inerente à gestão da companhia e faz parte do seu histórico de funcionamento”.
 
A empresa diz ainda que “ao longo da sua história, já enfrentou diversas condições adversas que não criaram empecilhos para o desenvolvimento de suas estratégias de crescimento de longo prazo”.
 
A Petrobras revela que “apesar da crise financeira internacional, a companhia foi capaz de captar US$ 7,5 bilhões ao longo de 2008 para financiar seus investimentos”.
 
A nota da estatal lembra da capacidade que a empresa teve, nos anos 90 e início dos anos 2000, período no qual o petróleo apresentava valores bem inferiores aos atuais, e não era classificada como grau de investimento (investment grade), e conseguiu desenvolver novas formas de captação para financiar seu plano de negócios, mesmo com a limitação da oferta de financiamentos externos à época.
 
Na nota, a Petrobras explica que as decisões da empresa sobre financiamentos sempre foram tomadas com base nas melhores condições apresentadas. E informou que o seu novo plano de negócios está em fase de conclusão.
 
“Conforme vem sendo amplamente divulgado, a companhia está finalizando a revisão do seu plano de negócios. Até o momento, não houve nenhuma deliberação da Diretoria Executiva, nem do Conselho de Administração da companhia sobre o assunto. Tão logo seja aprovado, a Petrobras comunicará ao mercado o seu novo plano de negócios”, finaliza.
 
Na semana passada o diretor de Abastecimento e Refino, Paulo Roberto Costa, informou que o novo plano de negócios da Petrobras, para o período 2009/2013, será avaliado no próximo dia 19 pelo Conselho de Administração da companhia e, se aprovado, divulgado para a imprensa.
 
Por: Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
 
Postado por Carlos Viana

 

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