14 de novembro de 2008
Bolsas da Ásia reduzem perdas com expectativa por reunião do G20

Os mercados da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, reduzindo as perdas da semana, com a esperança dos investidores sobre o G20 --grupo dos países mais ricos e os principais emergentes--, que se reúne neste sábado (15), em Washington (EUA), para discutir soluções à crise financeira.
 
A Bolsa de Tóquio (Japão) subiu 2,7%; a Bolsa de Valores de Hong Kong obteve ganhos de 2,43%; a China avançou 3,05%. Entre os principais mercados da região Ásia-Pacífico, somente a Coréia do Sul registrou baixa, de 0,02%.
 
Para analistas, os investidores estão apreensivos com as posições dos países no combate à crise financeira. A expectativa surge porque os mercados esperam que o G20 realize acordos para superar as turbulências globais.
 
"Como o mercado não pode varrer os temores sobre o tamanho das perdas empresariais nos EUA e como o plano de resgate de US$ 700 bilhões do país vai funcionar", disse Yousuke Hosokawa, do banco Chuo Mitsui no Japão.
 
Neste sábado se encontrarão em Washington líderes e ministros de Alemanha, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, EUA, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e a União Européia.
 
Bolsas
 
A alta nos mercados asiáticos foi influenciado, em parte, pelos ganhos nas Bolsas dos Estados Unidos, onde os investidores acabaram causando forte oscilação devido às notícias econômicas do país.
 
O Departamento do Trabalho informou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos cresceu em 32 mil, totalizando 516 mil solicitações iniciais do benefício. A notícia derrubou a Bolsa durante parte do pregão.
 
Contudo, o mercado inverteu a tendência e fechou com ganhos após a divulgação de um lucro de US$ 3,14 bilhões (US$ 0,80 por ação) da rede verejista Wal-Mart no trimestre encerrado em outubro. O crescimento é de 10% ante o mesmo período do ano anterior.
 
No Brasil, as ações líderes, Vale e Petrobras, junto com os papéis do setor bancário, puxaram a recuperação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 4,71% no fechamento e alcançou os 35.993 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,95 bilhões.
 
Por: Folha Online

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