25 de outubro de 2008
Crise pode atrasar exploração petrolífera no Brasil, diz Opep

A exploração de poços de petróleo em águas profundas na costa brasileira pode ser atrasada devido à dificuldade na obtenção de crédito para o financiamento dos projetos, afirmou o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O desenvolvimento dos poços de petróleo em offshore (no mar) no Brasil envolve investimentos de US$ 100 bilhões (R$ 236,4 bilhões), sendo necessário o financiamento de bancos estrangeiros, disse Chakib Khelil, em Viena.

O presidente-executivo da Petrobras, Sergio Gabrielli, afirmou, na segunda-feira, que alguns dos projetos da empresa poderiam ser atrasados devido à crise de crédito a nível internacional.

"Muitas empresas não vão conseguir financiamento para o desenvolvimento dos poços", afirmou o presidente da Opep.

O dirigente defendeu ainda que a queda do preço do petróleo pode afetar alguns projetos, uma vez que a exploração de petróleo nas areias betuminosas no Canadá necessita do barril de petróleo a US$ 90.

A exploração em águas ultraprofundas só é viável com o petróleo a US$ 70 o barril, afirmou Chakib Khelil.

A Petrobras afirmou no ano passado que o campo de Tupi, no qual a Galp tem uma participação de 10%, poderá produzir 8 bilhões de barris de petróleo.

Vários responsáveis da empresa têm afirmado que a exploração do petróleo nas zonas de pré-sal do Brasil, como é o caso do campo de Tupi, é viável com o barril do petróleo acima de US$ 35 o barril e que será muito atrativa com o barril nos US$ 90.
 
Por: Uol com Lusa   

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