21 de julho de 2008
BNB informa: Pesquisa indica potencial da produção de cachaça no Nordeste

    A produção de cachaça no Nordeste, Norte de Minas e Norte do Espírito Santo possui grande importância sócio-econômica na geração de postos de trabalho e renda, sobretudo para a população mais pobre. Por se tratar de um setor que detém pouco capital, de base familiar, com dificuldades de acesso a informações e ao mercado, seu desenvolvimento é fortemente dependente da organização dos produtores.
 
    As conclusões foram apresentadas pela pesquisadora do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) Maria de Fátima Vidal, durante a apresentação do tema “Produção de cachaça na área de jurisdição do BNB: mercado e estrutura da cadeia produtiva”, no Fórum BNB de Desenvolvimento e XIII Encontro Regional de Economia, em Fortaleza (CE).
 
    Conforme Maria de Fátima, dados do Ministério da Agricultura indicam que existem no Brasil mais de 4 mil marcas de cachaça, 1.824 estabelecimentos e aproximadamente 30 mil produtores, a maioria de micro e pequeno porte. A produção nacional estimada é de 1,5 bilhão de litros, e os maiores produtores no Nordeste são os Estados de Pernambuco (12%) e Ceará (11%).  
 
    Co-autora do estudo Cachaça e rapadura na área de jurisdição do BNB: produção, tecnologia e mercado, juntamente com Marcos Falcão Gonçalves e Carlos Alberto Figueiredo Junior, Maria de Fátima disse ainda que os produtores de Minas Gerais possuem as melhores condições para produção de cachaça de alambique. Citou o caso do município de Salinas, onde se observa intenso processo de modernização das unidades produtivas e profissionalização dos produtores.
 
Potencial e problemas
 
    Segundo ela, o principal segmento consumidor concentra-se no mercado interno, sendo uma pequena parte exportada, da qual um percentual muito baixo é artesanal. Maria de Fátima acrescenta, porém, que o destilado de cana brasileiro tem espaço a conquistar no mercado externo, apesar do pequeno número de distribuidores e da falta de volume de produção e de uma política de exportação.
 
    A pesquisadora apontou uma série de problemas enfrentados pelo setor produtivo de cachaça na Região, dentre os quais o alto grau de informalidade, falta de capital de giro, pirataria das marcas registradas, baixo nível tecnológico, falta de qualidade e padronização do produto, forte concorrência com o Sudeste do País, preconceito histórico contra a cachaça e elevada carga tributária.
 
    Ao recomendar a implantação de engarrafadoras regionais que preservem o caráter artesanal da produção da cachaça, a técnica do Etene disse ainda que é preciso estimular a criação de associações e cooperativas como ferramenta mais adequada para o pequeno produtor se inserir no mercado, expandir a assistência técnica e viabilizar a capacitação e sensibilização dos produtos com relação a gestão, comercialização e produção agrícola.
 
 
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“Participe do Prêmio BNB de Jornalismo em Desenvolvimento Regional – Edição 2008. R$ 126 mil em prêmios para profissionais e estudantes. Matérias publicadas até 31.12.2008; inscrições até 09.01.2009. Regulamento no portal: www.bnb.gov.br.”

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