02 de fevereiro de 2005
Para 24,7% dos consumidores, situação do País melhorou

A quantidade de consumidores que consideram a situação atual do País melhor hoje do que há seis meses aumentou de dezembro para janeiro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em sua Sondagem de Expectativas do Consumidor de janeiro. A pesquisa, que consultou 1.444 chefes de domicílio entre os dias 5 e 20 de janeiro, apurou que a parcela dos entrevistados que indicam melhora na situação presente, ante seis meses atrás, passou de 20,7% para 24,7% dos entrevistados, de dezembro para janeiro.

Em contrapartida, a parcela dos entrevistados que apontam deterioração da situação atual ante o que era registrado há seis meses apresentou queda, passando de 18,2% dos entrevistados em dezembro, para 15,3% dos analisados na sondagem referente a janeiro. A FGV informa que na avaliação dos presentes sobre situação atual, dos cinco quesitos que tratam do presente, três apresentaram na edição de janeiro os melhores resultados históricos.

De acordo com a fundação, a situação econômica do País atual foi considerada boa por 13,3% dos entrevistados e ruim por 33,4% dos analisados. Porém, segundo a FGV "a diferença entre os dois extremos de resposta (20,1 pontos percentuais) é a menor de toda a série histórica", classificando o fato como positivo. A sondagem é feita desde outubro de 2002, a princípio divulgada de forma trimestral, mas em julho de 2004 ganhou periodicidade mensal e é realizada em 12 capitais do País.

Menos otimismo

O consumidor brasileiro está menos otimista em relação à situação econômica de sua família em janeiro, ante dezembro. Segundo a pesquisa, 13,2% dos entrevistados consideram a situação econômica de sua família como boa no cenário presente; em dezembro, essa parcela de consumidores era de 16,2% dos entrevistados da sondagem anterior. Em contrapartida também houve diminuição da parcela de entrevistados que consideram a situação econômica de sua família como ruim, passando de 21,5% dos analisados em dezembro para 19,1% dos entrevistados em janeiro.

Porém, a FGV chamou atenção para o fato de, quando questionados sobre como estava a situação econômica de sua família em comparação a seis meses atrás, 21,3% dos entrevistados afirmaram que estava melhor, sendo que na sondagem em dezembro este percentual para a mesma pergunta era de 18,9%. Além disso, "reduziu-se de 15,1% para 12% a proporção dos que se acham em pior situação (em relação há seis meses)" da sondagem de dezembro para a de janeiro.

Equilíbrio do orçamento

A parcela das famílias que consideram estar com orçamento equilibrado atingiu em janeiro o maior patamar da série histórica da Sondagem de Expectativas do Consumidor. A pesquisa apurou que 63,5% dos entrevistados informaram estar com orçamento equilibrado entre as dívidas e o que se poupa. Ainda de acordo com a FGV, 23% dos analisados informaram em janeiro que estão se endividando, uma redução de 1,4 ponto percentual ante o apurado em dezembro (21,6%).

Em contrapartida, também houve redução de 0,8 ponto percentual na proporção dos consumidores que dizem estar poupando, que atingiu 13,5% dos entrevistados em janeiro (12,7% em dezembro).

Mercado de trabalho

Os consumidores estão menos pessimistas com as expectativas para o mercado de trabalho em janeiro ante dezembro. A pesquisa apurou que diminuiu de 48,1% para 45,4% dos entrevistados os que acham que a obtenção de emprego estará mais difícil nos próximos seis meses. De acordo com a FGV, o percentual de 45,4% é o segundo melhor resultado da série histórica da pesquisa.

Para a fundação, a "avaliação relativa ao mercado de trabalho continua evoluindo favoravelmente, tendo apresentado em janeiro o melhor resultado desde janeiro de 2004". Entretanto, a FGV informou ainda que também houve recuo na parcela dos entrevistados que esperam maior facilidade de se conseguir emprego, passando de 14,2% dos analisados em dezembro para 14% dos entrevistados em janeiro.

Ao falar sobre as expectativas para os próximos seis meses, a fundação informa que houve pouca alteração no quadro traçado em dezembro, que indicava confiança na manutenção da tendência de crescimento da economia. A Fundação informou ainda que, na sondagem em janeiro, "a previsão média de inflação para o ano de 2005 ficou em 9% ligeiramente inferior aos 9,1% apurados em dezembro".

Alessandra Saraiva


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