06 de julho de 2022 às 07h14m
Parque eólico em Icapuí tem investimento de R$ 1,4 bilhão

O Ceará tem o melhor vento do Brasil”, é o que defende o CEO da 2W Energia, Claudio Ribeiro. De acordo com ele, existem diversos fatores que podem ser utilizados para avaliar a viabilidade de uma região receber um parque eólico, entre eles, a qualidade do vento, questões fundiárias e a topografia do terreno.

“No Ceará, de maneira geral, as topografias das principais áreas eólicas são mais planas. Estamos falando de uma economia de 5 a 10% do investimento total, se você pegar uma área muito favorável”, detalha. Ribeiro explica ainda que esta economia se deve aos custos com engenharia.

Após avaliarem-se diversas praias cearenses como Flecheiras, Beberibe e algumas no norte do estado, o município Icapuí foi selecionado para receber o parque eólico Kairós, que conta com um investimento total de R$ 1,4 bilhão e deve gerar energia suficiente para abastecer 673 mil residências. “A nossa ideia é começar as obras agora em agosto e acreditamos que o primeiro aerogerador comece a gerar em maio”, destaca o CEO.

Para montar o parque de Icapuí foram estudadas diversas formas de energia sustentável e, por mais que muito se fale sobre a energia solar, Ribeiro acredita que a eólica ainda é uma alternativa mais viável. “A energia solar ainda não é a mais competitiva, é a eólica, uma vez que o fator de capacidade da usina eólica é mais alto, em média 50%, enquanto a solar é 25%”, explica.

Em Kairós, haverá 58 torres de energia e, por ser uma fonte renovável, deve evitar a emissão de 16,4 milhões de toneladas de carbono, o que equivale ao plantio de 117 milhões de árvores. Este será o segundo parque eólico da 2W Energia no Nordeste, sendo o primeiro em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, que deve entrar em operação em setembro deste ano. “Nós nascemos como uma comercializadora de energia. Hoje estamos seguramente entre as 10 maiores do Brasil”, conta Claudio Ribeiro.

Além de estar inserido dentro do contexto de produção de energia limpa, tema que é amplamente debatido atualmente a nível mundial, há um diferencial no parque eólico que será construído em Icapuí: ele é totalmente voltado para o mercado de energia livre. “O mercado de energia livre já existe há 25 anos.

Quando ele foi criado, para se entrar, o consumo necessário era apenas para grandes empresas, só que isso veio descendo ao longo dos anos e, hoje, com um consumo de 500 quilowatts médios, já se pode entrar”, pontua o CEO.

Mercado de Energia Livre


No Brasil há duas formas de comercializar energia elétrica: no mercado cativo, onde as distribuidoras compram energia e o consumidor compra este produto da empresa que abastece a sua região, e o mercado livre, no qual o consumidor pode escolher o fornecedor avaliando as melhores condições, assim como já acontece com os serviços de telefonia, por exemplo.

De acordo com Claudio Ribeiro, atualmente, 100 mil consumidores em todo o Brasil já poderiam migrar para o mercado de energia livre, porém, por desinformação ainda não o fizeram.

O CEO da 2W Energia acredita que nos próximos 4 anos, com uma demanda de energia crescente, o número de potenciais consumidores crescerá ainda mais. “Não dá mais pra ter um sistema elétrico engessado, onde o consumidor não tem escolha”, afirma.


Fonte: O Estado

Compartilhar
Publicidade
Todos os direitos reservados para avol.com.br - no ar desde 2001