15 de junho de 2022 às 07h04m
Evento na B3 marca início da privatização da Eletrobras

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, participaram da cerimônia de toque de campainha da privatização da Eletrobras na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, no centro da capital paulista

Também estiveram presentes o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano e diversos ex-ministros do governo federal.
“Agora a Eletrobras começa uma nova fase, com novo modelo de governança e não tenho dúvidas que a Eletrobras está preparada para seguir seu papel de protagonista no setor elétrico”, disse o presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp Nascimento, durante a cerimônia.

Bolsonaro participou da cerimônia, mas não discursou na B3. Já o ministro Adolfo Sachsida disse que o dia de hoje é histórico. “Hoje é um dia histórico para nosso país. Sai de cena uma empresa estatal e entra a maior corporação de energia renovável da América Latina, com capacidade de investimento renovada”, disse ele.
“A missão é deixar esse legado para gerações futuras. É a maior empresa de geração de energia limpa e renovável do mundo que está livre. É como um filho que saiu de casa aos 18 anos e foi para a vida. E agora vai vencer e não precisa mais ficar sob a proteção do Estado”, disse o ministro Paulo Guedes. “A Eletrobras agora está livre, está capitalizada, vai seguir e ela é a garantia da segurança energética do Brasil”, acrescentou o ministro.

A cerimônia celebrou a oferta de ações da Eletrobras, a maior empresa do setor elétrico da América Latina que, após seis décadas, passou para o controle privado. O processo de privatização da Eletrobras ocorre por meio de ofertas de ações que diluem a participação do governo na companhia. Ao fim do processo, a participação do governo deve cair de 72% para 45%.

Enquanto a cerimônia acontecia na B3 e era celebrada pelos presentes, dezenas de pessoas se reuniam do lado de fora com faixas e bandeiras para protestar contra a privatização.
Na semana passada, a Eletrobras definiu o valor de cada ação em R$ 42. Segundo comunicado da página da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o processo de privatização da Eletrobras movimentou R$ 29,29 bilhões até a semana passada.

Ontem (13) começou a negociação das ações da Eletrobras na B3 e os papéis fecharam em queda.

Protestos
Grupos contrários à privatização da Eletrobras protestaram nesta terça-feira (14) em frente à sede da B3, a Bolsa de Valores brasileira, em São Paulo. Entre os manifestantes estiveram lideranças de movimentos de trabalhadores sem teto, atingidos por barragens e petroleiros. No evento, Sachsida afirmou que os consumidores poderão se beneficiar com aumento da competição e com o aporte de recursos para reduzir as tarifas.

Já Guedes afirmou que a privatização vai gerar R$ 32 bilhões para modicidade tarifária, R$ 5 bilhões para o programa nuclear, R$ 25 bilhões para o caixa da União e R$ 10 bilhões para a revitalização de bacias hidrográficas.
O ministro da Economia também elogiou o legado dos governos militares, que segundo ele “fizeram uma extraordinária gestão do ponto de vista de infraestrutura”, e afirmou que esse legado estava sendo perdido. Disse também que, com a operação, a maior empresa de energia limpa e renovável do mundo está livre para fazer os investimentos necessários para se manter competitiva. “Ela é a garantia de segurança energética do Brasil nessa nova dimensão renovável.”

A privatização da maior elétrica da América Latina é vista como crucial para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que até agora entregou poucas vendas de ativos estatais, em relação ao que prometeu antes de tomar posse.


Fonte: O Estado

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