15 de junho de 2022 às 07h01m
Brasil avança para quinto lugar na geração de energia solar

O Brasil tornou-se o quinto maior produtor de energia solar em 2021 – era o nono em 2020 — terminando o ano com cerca de 13 GW.

As novas adições (5,5 GW) foram puxadas principalmente pela geração distribuída (4GW), quando os painéis fotovoltaicos são instalados no local em que a energia será consumida. O setor residencial foi responsável pela maior parte das contratações (77,4%).

Os dados são do relatório REN21, lançado globalmente hoje e que compila as informações mais precisas disponíveis sobre investimentos em energias renováveis em todos os países. Segundo o documento, a energia solar distribuída cresceu no Brasil impulsionada, principalmente, por um aumento geral dos preços da eletricidade em decorrência da crise hídrica que impactou a capacidade hidrelétrica do país.

A captação de energia solar fotovoltaica continuou a crescer em toda a América Latina, apesar da lenta recuperação dos impactos da pandemia nos países da região. Os quatro países com melhor desempenho em capacidade recém-instalada foram Brasil (5,5 GW), México (1,8 GW), Chile (1,3 GW) e Argentina (0,2 GW).

Além da geração elétrica fotovoltaica, o mercado brasileiro manteve-se como um dos mais importantes para sistemas de aquecimento solar de água, com uma alta de 28% das vendas neste segmento no ano passado. Apesar disso, o país caiu da quarta para a quinta colocação devido ao avanço dos EUA neste segmento, que passou de quinto para segundo do mundo em apenas um ano.

No setor eólico, o Brasil está atrás apenas de China e Estados Unidos, um segmento que deve sua expansão em 2021 principalmente ao destravamento de investimentos offshore (em alto mar) em quase todas as geografias, inclusive no Brasil.


Fonte: O Estado

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