02 de junho de 2022 às 11h30m
Novo parque de energia solar começa a ser construído no Cariri

A Casa dos Ventos, maior desenvolvedora de projetos de energia através de fontes renováveis do Brasil, firmou um contrato de compra e venda de energia fotovoltaica com a Lightsource bp, líder mundial no desenvolvimento e gestão de projetos de energia solar

A parceria, com duração de 10 anos, é o primeiro PPA (Power Purchase Agreements) solar de longo prazo que a Casa dos Ventos assina como compradora de energia e marca o início da operação da Lightsource bp no Brasil, com seu primeiro projeto em energia solar.

“Nossa comercialização de energia no mercado livre tem crescido rapidamente, por isso decidimos complementar nosso portfólio por uma década com energia fotovoltaica da Lightsource bp”, comenta Itamar Lessa, diretor de Comercialização da Casa dos Ventos. O executivo conta que, em seu primeiro ano de atuação, a comercializadora ultrapassou R$1 bilhão de faturamento e completou mais de 7 TWh em volume de energia comercializada. Com 1,3 GWm em volume de insumo negociado por mês, os contratos fechados pela empresa até 2025 já somam R$ 7,2 bilhões.

A construção da planta de Milagres (210MWp), em Abaiara, no estado do Ceará, já foi iniciada e terá duração de 21 meses, com previsão de geração no início de 2024. Serão criados cerca de 800 empregos diretos no pico da obra, com prioridade para contratação de mão de obra entre os moradores locais. O projeto trará desenvolvimento para a região, com benefícios diretos para a população.

Além da abertura de novas vagas de trabalho, a Lightsource bp investirá em projetos sociais e ambientais na região do Cariri, onde a planta está sendo erguida. Ao entrar em operação, o parque de Milagres reduzirá a emissão de 246.216 toneladas de carbono por ano, o equivalente ao consumo de combustível diesel de mais de 57 mil carros, contribuindo assim para uma matriz limpa e renovável.

A Casa dos Ventos, por sua vez, possui 900 MW de parques eólicos em construção, que entrarão em operação até o primeiro semestre de 2023. A companhia também iniciará a construção de mais um complexo de 200 MW este ano para início de operação comercial em 2024. Todos esses ativos tiveram sua comercialização de energia destinada a grandes consumidores em contratos de longo prazo, sendo parte deles na modalidade de autoprodução.
Além da aquisição de energia solar da Lightsource bp, a Casa dos Ventos planeja adicionar 800 MW de capacidade de geração solar ao seu portfólio nos próximos anos. Desse total, 400 MW serão acrescentados aos parques eólicos no Nordeste, tornando-os híbridos. Já a outra metade da potência virá de parques geradores exclusivamente solares implementados no submercado Sudeste/Centro-Oeste.

Itamar explica que o contrato com modulação solar é interessante por conta da complementaridade das fontes. “É uma forma de hibridizarmos nosso portfólio eólico e customizarmos a melhor energia para os nossos parceiros”. Além disso, a escolha reafirma o compromisso da Casa dos Ventos com as fontes renováveis e com a descarbonização da matriz elétrica nacional.

Para Ricardo Barros, Country Manager do Brasil da Lightsource bp, o contrato com a Casa dos Ventos é um marco histórico para a operação da empresa no Brasil. “Este projeto demonstra nossa capacidade de nos unirmos a fortes players no mercado de energia renovável, sendo criativos e gerando valor para os nossos negócios”. Ele destaca ainda a importância do país na estratégia global da companhia. “A Lightsource bp vê nosso país como um mercado-chave para atingir seus objetivos de geração em energias renováveis e temos um vasto mercado a ser explorado. Contamos hoje com projetos em desenvolvimento que somam 4GWp de capacidade de geração”, complementa.

Com um vasto portfólio de projetos divididos entre as regiões Sudeste, Centro-oeste e Nordeste, a Lightsource bp espera atender à demanda crescente por contratos de energia renovável solar, tanto através de PPAs corporativos quanto de estruturas de autoprodução. A empresa quer estar ao lado do cliente, atendendo de forma customizada suas necessidades energéticas, incluindo aqui também os certificados de energia renovável (I-RECs), que comprovam que o elétron injetado no grid é de origem renovável solar.


Fonte: O Estado

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