15 de outubro de 2021 às 08h03m
Afastamentos por COVID custaram mais de R$115 bilhões às empresas brasileiras

Pesquisa feita pela Closecare, startup especializada em gestão de saúde corporativa, aponta que a pandemia gerou um custo extra de R$42 bilhões em licenças médicas para as empresas nacionais

Uma pesquisa da Closecare, startup focada em gestão de saúde corporativa, apresentou números consideráveis sobre o custo das empresas com afastamento de funcionários por motivos de saúde durante a pandemia de COVID. De acordo com a pesquisa, a pandemia custou mais de R$115 bilhões às empresas brasileiras em custo direto com faltas justificadas por meio de licenças médicas (atestados médicos). O levantamento foi feito com cerca de 60 mil vidas e mais de 200 mil atestados na base, calculando o impacto das ausências dos colaboradores para as organizações no intervalo de janeiro de 2020 a agosto de 2021.

Este número representa uma alta de 57% em relação ao valor gasto com absenteísmo entre janeiro de 2018 e agosto de 2019. “O crescimento foi impactado pelo aumento do tempo médio de afastamento por atestado que cresceu 30% no período e pelo crescimento do número absoluto de atestados entregues às empresas”, afirma André Camargo, CEO da Closecare.

Ainda de acordo com a pesquisa, houve um acréscimo de 20% no número de documentos comprovando o afastamento de funcionários em relação ao período pré-pandêmico, chegando a expressivos 183,6 milhões de atestados registrados. Além disso, o tempo médio de ausência dos funcionários cresceu de 2,7 dias por atestado para 3,5 dias. Por fim, durante o pico da segunda onda, em março de 2021, cerca de 37% dos atestados apresentados eram por conta da COVID.

Por fim, a pesquisa trouxe à tona o quanto o empresário brasileiro gasta com os absenteísmos justificados. Para um atestado médico médio com duração de 2,5 dias, o empresário gasta cerca de R$484,20, enquanto que, para um atestado de COVID com 14 dias de duração, o custo sobe para R$2.500.

“Com o avanço da vacinação, estes números, agora alarmantes, tendem a cair. Estamos com um projeto de realizar novas edições da pesquisa de Impacto Econômico da COVID para criar uma comparação ampla da situação do absenteísmo no Brasil”, finaliza o CEO.


Fonte: O Estado

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