11 de outubro de 2021 às 10h40m
Procedimento minimamente invasivo garante recuperação mais rápida para pacientes com hemorróidas

A doença hemorroidária está entre os tabus sociais e por isso, é pouco debatida. Porém, cerca de 50% a 66% da população mundial a manifesta em algum momento da vida.

De acordo com o National  Institute of Diabetes and  Digestive  and  Kidney  Diseases, esse número pode chegar a 75%, dos quais 30% desenvolverão a doença de modo crônico.

Os principais sintomas são: hemorragia, prurido, desconforto, inchaço anal e sangue nas fezes. Anteriormente,as recomendações para alívio de sintomas eram dietas ricas em fibras, ingestão de líquidos, medicamentos e, para casos mais graves, a cirurgia.

Porém, uma nova tecnologia promete revolucionar os tais procedimentos cirúrgicos de modo a reduzir o tempo de internação e garantir recuperação mais rápida dos pacientes. A “embolização de hemorróidas” já é feita em vários lugares do mundo, como Rússia e Estados Unidos.  Em São Paulo, há um protocolo de pesquisa sobre o tema após um dos médicos do Hospital das Clínicas da USP, o Dr. Francisco César Carnevale, ter se especializado no assunto com o grupo francês com mais experiências com o procedimento, “Já tratamos sete pacientes com uma técnica um pouco modificada da técnica francesa, com o objetivo de melhorar os resultados”, explica o médico.

Para o especialista, o objetivo atual é aperfeiçoar a técnica e tratar mais 10 pacientes antes de incluir o procedimento na rotina dos hospitais em geral. A “Embolização de hemorróidas”, é um procedimento minimamente invasivo, orientado com equipamentos de imagem para dirigir um cateter até as hemorroidas.  “Nesta nova técnica, um cateter é introduzido pela virilha e chega à artéria do intestino, que é responsável pela formação das hemorroidas”, detalha Carnevale.  

A doença hemorroidária ocorre quando há aumento no fluxo sanguíneo arterial, devido ao alargamento do diâmetro das artérias retais superiores e médias que irrigam os tecidos do reto a ânus.  Assim, as veias dilatam e inflamam causando todos os sintomas e sangramentos das hemorróidas. 

Anteriormente, Carnevale foi um dos pioneiros da “embolização da próstata”, um tratamento reconhecido internacionalmente para hiperplasia prostática benigna. A doença tem como sintoma a dificuldade para urinar, decorrentes da próstata aumentada. “O método desta cirurgia minimamente invasiva é o mesmo para as hemorróidas. Nada mais é do que uma técnica de cateterismo, só que ao invés de fazer o cateterismo do coração, nós fazemos o cateterismo da próstata e, agora, para as hemorroidas.”


Fonte: O Estado

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