07 de outubro de 2021 às 13h24m
PSL e DEM batem martelo sobre fusão com presença de cearenses

Os filiados do PSL e do DEM realizaram convenção conjunta nesta quarta-feira (6) em Brasília e aprovaram a fusão das legendas para a criação do União Brasil, com a presença de parlamentares cearenses que deverão ingressar no novo partido.

Durante o encontro, também foi definido o estatuto da sigla recém-criada. Agora cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitir um parecer final sobre a liberação da fusão.

Na ocasião, foram escolhidos os nomes que comandarão o União Brasil, com a presidência nacional devendo ficar com o atual presidente do PSL, Luciano Bivar. ACM Neto, que comanda o DEM, será o secretário-geral da sigla. Acredita-se que até dezembro, antes do recesso do judiciário, todo processo já deve ser concluído.

Único deputado federal pelo PSL no Ceará, Heitor Freire comentou sobre o cenário do partido no estado: “Hoje nós temos dois nomes de peso nacional no comando do PSL e DEM Ceará, que são o deputado Capitão Wagner e o Chiquinho Feitosa. Eu estou participando diretamente das tratativas para definir quem vai liderar, mas já adianto que os dois terão grande influência nos rumos da sigla aqui no Ceará”, reforça.

O deputado Capitão Wagner, que também esteve presente, também vai estar na legenda, para disputar o Governo do Estado em 2022, e é um dos principais candidatos a comandar a sigla no Ceará. O parlamentar, que hoje está no Pros, procurava outro partido para acomodá-lo para o pleito seguinte, em busca de mais estrutura partidária e mais espaço para negociação – a fusão das duas legendas era apontada como uma esperança do pré-candidato, uma vez que o novo partido surge com uma ampla parcela do fundo eleitoral, resultado do desempenho do PSL em 2018.

Projeções
Uma vez consolidada a fusão, a tendência é que o PSL, que tem 53 congressistas na Câmara, perca cerca de metade da bancada, formada por apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido). O DEM também deverá perder apoiadores. A expectativa de ambas as siglas, porém, é que outros quadros migrem para a nova legenda. Com isso, poderá ser o maior no Congresso.

A ideia dos dirigentes do provável novo partido é lançar candidato à Presidência ou apoiar formalmente um nome que não seja Bolsonaro. Nesse movimento, o DEM trabalhará para manter na legenda o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem sido assediado pelo PSD. E tentará trazer nomes relevantes, como Geraldo Alckmin (PSDB-SP), ex-governador de São Paulo, e Romeu Zema (Novo-MG), governador de Minas Gerais.


A cúpula do DEM decidiu negociar a fusão para ter um “corpo que pudesse carregar seu conteúdo”, como afirmaram caciques da legenda, após a perda de filiados de destaque em 2021 e a rejeição da volta das coligações partidárias pelo Senado. De um lado, o PSL deverá ter um dos maiores tempos de televisão em 2022, além de ter um robusto fundo eleitoral e partidário. Do outro, o DEM, um partido que já teve momentos áureos no governo Fernando Henrique Cardoso, mas que hoje, com uma bancada de 28 deputados, não tem o relevo que já teve um dia.


Fonte: O Estado

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