30 de setembro de 2021 às 11h46m
Contas públicas registram superávit de R$ 16,7 bilhões

As contas do setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e das empresas estatais) registraram superávit primário de R$ 16,729 bilhões no mês de agosto.

Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (29/09), e significam que as receitas com impostos do setor público superaram as despesas, sem considerar os juros da dívida pública. O resultado positivo registrado no período está relacionado com o superávit registrado nas contas dos estados e municípios, e é o melhor resultado para agosto em 20 anos.

Ainda segundo o BC, em agosto o governo federal respondeu por um déficit primário de R$ 11,092 bilhões; estados e municípios e empresas estatais apresentaram superávit de R$ 27,337 bilhões e R$ 484 milhões, respectivamente.
Especialistas analisam que na medida que estados e municípios registraram saldo positivo em agosto, as contas do governo federal registraram déficit que não foi maior por conta de uma arrecadação recorde de impostos, que tem crescido com receitas extraordinárias e com aumento do nível de atividade.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o expressivo superávit de R$ 27 bilhões nas contas dos estados e municípios está relacionado com o recebimento, pelo Rio de Janeiro, de parte dos recursos da privatização da Cedae – no valor de R$ 15 bilhões. O superávit do mês passado foi elevado em igual proporção.

“Essa concessão ocorreu alguns meses atrás, e os recursos foram recebidos pelo estado do Rio de Janeiro agora em agosto. Esse montante recebido está por volta de R$ 15 bilhões [em agosto]. Deve haver outra parcela no futuro”, disse.
Além disso, Rocha destacou que a arrecadação do ICMS dos estados também está subindo neste ano, por conta do aumento da atividade econômica, assim como os repasses tradicionais do governo federal na partilha de tributos.

Dívida pública cai


O BC também divulgou que a dívida bruta do governo foi a 82,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, uma redução de 0,4 ponto percentual em relação a julho. Esta é a sexta queda consecutiva do endividamento do país em relação ao PIB. O percentual é o menor desde maio de 2020. De acordo com o banco, o resultado se deu principalmente por causa do aumento da atividade econômica no período, que contribuiu em 1 ponto percentual.
No total, a dívida bruta somou R$ 6,84 trilhões em agosto. Em julho, o montante somava R$ 6,79 trilhões e R$ 6,72 trilhões em junho. A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável.

 

 

Fonte: O Estado

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