29 de setembro de 2021 às 08h06m
BC avalia a criação de moeda Real digital no Brasil

Após, a criação e bom desempenho do PIX. O Banco Central está avaliando a possibilidade de novas ferramentas tecnológicas que possam revolucionar o modo do brasileiro lidar com o dinheiro no dia a dia.

O “Real Digital” é uma delas, uma moeda virtual que ainda está em fase de estudos e tem como objetivo o estímulo da economia do país e a modernização dos pagamentos, “O ‘Real Digital’ pode reduzir o custo na emissão do papel moeda, no transporte e na armazenagem”, explica o contador e consultor financeiro, Marcos Sá.

A nova ferramenta pode, ainda, ser uma grande aposta para reduzir a quantidade de assaltos a bancos, “Com as moedas digitais, os assaltos a bancos reduzem significativamente. É uma excelente alternativa para a questão de segurança, principalmente dos bancos”, explica o contador. Além disso, Sá, detalha que o “Real Digital” pode ajudar no combate à lavagem de dinheiro, “Com uma moeda digital, a possibilidade de lavagem de dinheiro reduz por conta da rastreabilidade desse dinheiro”.

Atualmente, esse tipo de tecnologia já é implementado em países como a China e os Estados Unidos tem planos de adotar essa medida até 2025. O presidente do Federal Reserve, equivalente ao Banco Central americano, Jerome Powell, afirmou que se lançado, o “Dólar Digital” tornará as criptomoedas obsoletas. Pois, segundo ele, os EUA possuem uma tradição de ter manter o dinheiro público sob um ativo muito seguro, o que não ocorre com as criptomoedas e assim, o interesse por elas poderia cair.

É importante destacar que o “Real Digital”, também conhecido como Moeda Digital do Banco Central (CBDC), não será uma concorrente da moeda física, pois, a ideia principal é que ambas funcionem como parceiras dentro do sistema financeiro, sendo virtual e físico submetidos às mesmas alterações do cenário econômico nacional.

Marcos Sá chama atenção para os prós e os contras envolvidos na utilização da futura moeda. Pois, apesar de todas as vantagens já apresentadas, utilizar o “Real Digital”, significaria dar ao Banco Central todo o controle monetário dos usuários, “Com isso ele pode modificar taxas de juros da forma que achar melhor. Também é notória a capacidade que os bancos centrais têm de conceder subsídios a indivíduos que estejam investindo em determinado setor. Com esse poder do ‘Real Digital’, o BC poderá ter um controle considerável quanto aos rumos da economia”, alerta.

Se implementada, essa modalidade de moeda funcionará como uma espécie de “token”, na qual os bancos não são mais responsáveis pelo dinheiro. Ou seja, a responsabilidade pela arrecadação das contas, por exemplo, passará a ser do Banco Central e não das agências bancárias espalhadas pelo país. Logicamente, os usuários poderão escolher se utilizam ou não a ferramenta, assim como ocorreu com o PIX. “O Brasil está avançando em relação à modernização, mas é necessário ter cautela na aderência do ‘Real Digital’, tendo em vista que se a maior parte da população converter os seus ganhos em moedas digitais poderá ocorrer uma elevação na taxa de juros do bancos”, afirma Marcos Sá. (Por Yasmim Rodrigues sob supervisão dos editores de economia)


Fonte: O Estado

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