29 de setembro de 2021 às 08h03m
Segurança toma a frente em discussões no Parlamento

Com o avanço da vacinação e a pandemia da covid-19 mais controlada no país, inclusive no Ceará, os pronunciamentos dos parlamentares nas casas legislativas vão dando mais espaço a outros temas ligados à administração pública.

Antecipando um dos temas que deve dar a tônica das eleições de 2022, a segurança pública vem sendo citada de modo frequente por vereadores e deputados na tribuna.

Na última semana, o tema dominou sessões tanto na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) quanto na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). No caso desta, vereadores de oposição criticavam o estado atual da segurança e as ações do poder público, enquanto os parlamentares da base defendiam e enumeravam medidas de combate à criminalidade.

Foi o caso de Professor Enilson (Cidadania), que destacou a redução de 38% dos crimes violentos letais (homicídios) em 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado. Também ressaltou a ampliação do batalhão do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e a realização de concursos com 2 mil vagas para Polícia Militar, 500 para Polícia Civil e 170 para a Polícia Forense. Júlio Brizzi (PDT) também destacou os investimentos do Governo do Estado na área: “O governador Camilo junto com o Cid foram os que mais investiram na área. Só nos últimos cinco anos foram mais de R$ 2 bilhões. Criou o Sistema de Inteligência, está criando o Centro Integrado de Segurança, promoveu os policiais, contratou mais de 10 mil.”

Por sua vez, Paulo Martins (PDT) mencionou a necessidade de atentar também para outras áreas que desembocam na segurança: “A gente tem que ver de forma holística a questão da segurança, olhando para vários setores, legislação, sistema penitenciário, o policial civil e militar, guarda municipal e as políticas públicas comunitárias”, frisou.
Do lado da oposição, Sargento Reginauro (Pros) fez menção a situações de comerciantes em bairros da periferia de Fortaleza, que estariam sendo coagidos a pagar um pedágio no valor de R$ 5 mil a facções criminosas. “Agora o comerciante que já paga uma das maiores taxas tributárias do mundo, também terá que pagar facção criminosa. É um absurdo”, lamentou.

Assembleia
Na Assembleia Legislativa, a tensão nas últimas sessões pautou críticas diretas do governador Camilo Santana (PT) a uma parte da oposição, que ele chamou de “raivosa” e “intolerante”. A declaração motivou alguns oposicionistas a rebater no plenário, com o deputado Soldado Noelio (Pros) tendo dito que “queria ver o governador se manifestar contra a intolerância, a raiva e o ódio das facções. Todos os dias recebemos denúncias de cidadãos que estão sendo expulsos de suas casas.” Ele foi acompanhado por outros colegas, incluindo Delegado Cavalcante (PTB), que afirmou que as facções criminosas estão comandando o Ceará.

Na ocasião, integrantes da base governista saíram em defesa da gestão, mas também assumiram posição de ataque: o líder do governo na Assembleia, Júlio César Filho (Cidadania), disse que a oposição se prega ao debate da segurança especificamente para tentar se eleger e reeleger, ao mesmo tempo em que omitem dados de apreensão de drogas e prisão de integrantes de facções. Queiroz Filho (PDT) adotou discurso semelhante: “Eu acompanho isso desde 2011 e é sempre a mesma coisa. Toda véspera de ano eleitoral são induzidas ações como os motins ocorridos em março do ano passado, sempre com o objetivo eleitoreiro.”

Federal
No âmbito federal, o tema também tem mobilizado parlamentares cearenses. O deputado Capitão Wagner (Pros), que é também pré-candidato ao Governo do Estado, propôs a realização de uma audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado sobre a participação dos municípios no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Ao enviar a proposta, ele lembra que ainda há desafios relacionados à implementação das guardas municipais, mas ressalta que “é fato inconteste a melhoria nos indicadores de segurança pública nos municípios com guardas municipais atuantes e devidamente regulamentadas”. (Com informações da Agência Câmara)


Fonte: O Estado

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