27 de setembro de 2021 às 11h47m
Mais de 50 mil brasileiros aguardam na fila de transplante de órgãos

Para incentivar doação, Ministério da Saúde lança campanha nacional. O tema deste ano é 'deixa todo mundo saber'

Mais de 50 mil brasileiros aguardam na fila de transplante de órgãos para poder ganhar vida nova. Diante dessa realidade, o Ministério da Saúde lançou, nesta segunda-feira (27), a campanha nacional para incentivar a doação de órgão, cujo tema de 2021 é: "Deixa todo mundo saber". 

O objetivo é reforçar a necessidade do doador externar sua vontade a familiares. "A legislação brasileira determina que a palavra final para a doação de órgãos é da família", afirmou o ministro-substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, durante a cerimônia de lançamento. Ele, que já se declara doador, reforçou a necessidade de não só comunicar a escolha: "É importante que a família dê o sim na hora".

O ministério calcula que, em 2021, aproximadamente 38% das 2 mil famílias que se viram na situação de perder um ente querido e precisaram decidir sobre a doação de órgãs negaram a assistência. Para melhorar esse índice, a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes da pasta, Arlene Terezinha Badoch, frisou a importância de haver uma equipe bem preparada dentro dos hospitais. 

"A recusa familiar é diretamente proporcional ao acolhimento e preparo das pessoas que estão dentro dos hospitais. Não podemos trabalhar com profissionais que não tenham treinamento. Isso é um serviço muito técnico, tem que ter muita expertise, além do comprometimento", disse Badoch. "É necessário um investimento na educação continuada, porque é assim que vamos mudar nossa realidade."

A coordenadora de transplantes destacou, ainda, outros elementos que necessitam ser aprimorados para otimizar a doação que vão além da resposta positiva dos familiares. Um deles é a identificação de 100% dos pacientes com morte encefálica no Brasil e, portanto, potenciais doadores. Segundo ela, a média é de 100 mortes do tipo a cada um milhão de habitantes. 

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"Teríamos que ter 21 mil pessoas em morte encefálica. Identificamos hoje, a nível Brasil, em torno de 11 mil. Então temos um déficit de pessoas que não estão sendo identificadas", afirmou Badoch. Outro ponto é reduzir as intecorrências que podem comprometer órgãos saudáveis durante o processo de declaração da morte. "Precisamos trabalhar massivamente a manutenção hemodinâmica para evitar paradas cardiorrespiratórias que são previsíveis e preveníveis durante o processo."


Fonte: r7.com

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