08 de abril de 2021
Parlamentares defendem que o SUS seja fortalecido

Parlamentares cearenses que se pronunciaram na ocasião do Dia Mundial da Saúde, nesta quarta-feira (7), destacaram a importância da atuação dos profissionais de saúde no decorrer de mais de um ano de pandemia e a necessidade de um fortalecimento do sistema público de saúde, para melhor atender a população.

Para o presidente da Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado Guilherme Landim (PDT), uma pandemia como a que estamos passando mostra à sociedade o quanto é necessário avançar em investimentos no setor. De acordo com o parlamentar, é preciso aumentar os recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), “o maior sistema de saúde do mundo”.


“Neste momento, ainda com todas as dificuldades, é o SUS que tem ajudado muitas pessoas. Por isso é mais forte ainda a nossa luta por mais recursos para a saúde, por mais valorização dos profissionais que fazem a rede de saúde do nosso Estado e do Brasil. Se Deus quiser, essa pandemia vai nos mostrar que precisamos de mais organização e investimentos na saúde pública”, pondera o deputado. Ele também ressalta o trabalho dos profissionais de saúde, que têm realizado suas atividades “de forma incansável” e lutado para trazer mais saúde para a população brasileira. “A todos eles, a nossa reverência e os nossos agradecimentos”, disse.

Já Carlos Felipe (PCdoB), também deputado na Assembleia, considera que é indispensável a existência de um sistema de saúde pública eficiente no Brasil, levando em conta que a covid-19 vem atingindo a todos, indistintamente. Segundo ele, é importante que os sistemas públicos de saúde sejam valorizados, assim como os servidores, que precisam ser contratados por meio de concursos públicos, enfatiza. O deputado também cobra estímulo e capacitação a essas pessoas, além de mais investimento em pesquisa.
“Isso é importante para que a gente possa estar emancipado, não só para imunizar o nosso povo, mas também poder ajudar o resto do mundo. É um momento de reflexão para a humanidade, para os empresários e para a sociedade como um todo. Um momento de valorização do serviço público, do nosso Sistema Único de Saúde e valorização do ser humano. Temos a esperança que este momento de sofrimento sirva para levar reflexão às pessoas que entendiam de uma forma diferente”, pondera.


Em pronunciamento no Senado Federal, o senador e ex-governador Cid Gomes (PDT) reforçou as homenagens aos profissionais de saúde, lamentando a condução da crise sanitária pelo governo federal. Para ele, “graças à política desastrada promovida por Bolsonaro” os trabalhadores da saúde “sofrem com o excesso de trabalho, a quantidade de infectados e a falta de insumos. Muitos estão à beira da exaustão”, completou.


Nacional


Nacionalmente, senadores de outros estados também se pronunciaram pela ocasião, defendendo a valorização do SUS. “O Dia Mundial da Saúde este ano acontece em um dos momentos mais difíceis da nossa história. Aqui, infelizmente, o governo opera para que o SUS, o melhor sistema de saúde do mundo, seja sucateado e não consiga atender nosso povo. Defender o SUS é defender a vida! Eu defendo o SUS!”, destacou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).


Para a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), essa é também uma oportunidade para cobrar mais investimentos em ciência e tecnologia. “Aqui no Brasil, o Dia Mundial da Saúde é dia de defender o SUS, de cobrar vacina para todos, de reivindicar investimento contínuo em ciência e tecnologia, de colaborar com os profissionais de saúde, fazendo a nossa parte na prevenção da covid-19 e de exigir que o governo federal faça a parte dele, apesar das reiteradas demonstrações do presidente de desrespeito à saúde e à vida do nosso povo.”


O Dia Mundial da Saúde é celebrado em 7 de abril desde 1950 e surgiu pela preocupação dos integrantes da organização em manter o bom estado de saúde das pessoas em todo o mundo, e alertar sobre os principais problemas que podem atingir a população. A OMS define que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. (Com informações da Agência Senado)


Fonte: O Estado

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