30 de março de 2021 às 09h38m
Turismo do Nordeste recebe R$ 500 milhões do ministério

O Ministério do Turismo, através do Fundo Geral do Turismo (Fugetur), destinou o repasse de R$ 500 milhões em apoio à atividade turística no Nordeste.

Os recursos foram repassados, na manhã de segunda-feira (29), durante solenidade na sede do Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza, com a presença do ministro Gilson Machado.
Os recursos serão destinados aos empreendimentos relacionados ao turismo, que foram duramente impactados com a crise causada pela pandemia do novo coronavírus em todo o país. Os valores poderão ser investidos desde obras civis para implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, aquisição de bens destinados a empreendimentos turísticos, até capital de giro.
Além do ministro do Turismo, a solenidade contou com a presença do presidente do (BNB), Romildo Rolim; presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Carlos Brito; o secretário nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões, Lucas Fiuza; e o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Manoel Linhares.
O presidente da Embratur, Carlos Brito, destacou os efeitos da pandemia para o setor. Segundo ele, o turismo perdeu 400 mil postos de trabalhos formais em todo o país e acumula uma perda de R$ 290 bilhões. “O Fugetur é uma poderosa ajuda de ferramenta às empresas do nosso setor. Serão R$ 500 milhões disponibilizados, que podem atender a quase 24 mil prestadores de serviços inscritos no Cadastur. Só no Ceará, são mais de 2.600 prestadores”, disse.
Para o secretário nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões, Lucas Fiuza, o dia foi histórico para o turismo do Nordeste. “Hoje é o dia em que o governo Bolsonaro resolve a histórica atuação do Fugetur na Região Nordeste, e faz isso no momento mais crítico e necessário para o setor, através da maior liberação de crédito já visto”, disse.


Crédito


O presidente da Abih, Manoel Linhares, também destacou o impacto da pandemia no turismo. De acordo com ele, se não fosse a pandemia, o Brasil já teria cinco companhias aéreas em atuação. Atualmente, são três. Para ele, as companhias aéreas são um dos maiores gargalos do turismo no momento. “O turismo estava indo muito bem até março de 2020, mas quando chegou essa pandemia foi brutal para economia, mas foi devastadora para o turismo. A cada noite não vendida, é um prejuízo total para o setor hoteleiro”, avaliou.
Para Manoel Linhares, o repasse de R$ 500 milhões é a maior linha de crédito que já chegou ao turismo do Nordeste. “O Nordeste está feliz com esses R$ 500 milhões”, completa.
O presidente do BNB, Romildo Rolim, agradeceu a parceria ao ministro Gilson Machado. “O senhor tem o compromisso da nossa boa e ética aplicação desses recursos, e quem sabe a gente bate na sua porta para pedir mais”, disse.


Sobrevivência


Durante a entrega do cheque de R$ 500 milhões, o ministro do Turismo disse que o objetivo é manter a sobrevivência das empresas, principalmente o fluxo de caixa. “Apesar de termos de 13% a 19% de desempregados do setor, segundo dados da Caged, nós, dos países turísticas, ainda somos os que mais conseguimos manter os empregos. Nós dos países turísticos conseguimos ter, na América Latina, a maior recuperação econômica no setor de turismo apesar de toda crise”, destacou.


Fonte: O Estado

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