03 de março de 2021 às 13h02m
Confira dicas para ficar seguro na internet após um dos maiores vazamentos de dados do Brasil

Ferramentas gratuitas, como o Registrato, do Banco Central, e o site Minha Senha podem ajudar a saber se suas informações estão circulando no submundo na internet. Saiba também como agir caso tenha sido vítima

Com a pandemia e o isolamento social, o acesso à internet tem se tornado mais frequente para um número maior de pessoas. Esse fato tem se tornado um atrativo também para a aplicação de fraudes cibernéticas, que aumentaram 900% desde o início da pandemia no Brasil, de acordo com a empresa de segurança digital PSafe.

Ao mesmo tempo, o País lida com a investigação de um dos maiores crimes de vazamentos de dados da História: estima-se que 325 milhões de brasileiros, incluindo pessoas mortas, tiveram informações divulgadas irregularmente devido a falhas de segurança nas operadoras de telefonia celular. Os dados estariam sendo comercializados na dark web, espécie de submundo da internet.

Enquanto a investigação realizada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) continua, algumas medidas podem ser tomadas para prevenir ser vítima dos criminosos. Inicialmente, é importante evitar informar dados pessoais em e-mails ou sites desconhecidos, assim como em ligações telefônicas. Uma das principais alvos dos golpes têm sido os usuários do WhatsApp: pelo menos três milhões de brasileiros tiveram suas contas duplicadas.

Uma ferramenta gratuita disponibilizada para a consulta de dados bancários é o sistema Registrato, do Banco Central. Por meio dela é possível monitorar quais contas correntes e quais empréstimos estão vinculados ao seu CPF. É possível fazer esse acompanhamento também com as senhas vazadas de endereços de e-mail, por meio do site Minha Senha — é possível saber qual senha foi divulgada irregularmente e onde ela está disponível para os criminosos.

Caso o golpe tenha sido concretizado, no entanto, há uma série de recomendações para serem seguidas. Conforme a Defensoria Pública do Estado do Ceará, o primeiro passo é tentar resolver a situação de forma administrativa, buscando a empresa responsável pelo vazamento dos seus dados. Se o problema não for resolvido, a vítima deve buscar a proteção ao consumidor.

A defensora pública Amélia Rocha, integrante do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), cita a importância de fazer boletim de ocorrência, assim como ter o registro do contato feito com a instituição onde seus dados foram usados indevidamente — seja pelo registro de chamadas (protocolos e gravações), e-mail ou WhatsApp. “O consumidor deve buscar de forma ágil os serviços de proteção, como a Defensoria”, orienta. (Os contatos estão no fim da matéria)

No Nudecon, por exemplo, há um rígido protocolo para lidar com os dados das pessoas atendidas, com aquisição de equipamentos e instalação de solução de segurança contra vírus, malwares e demais ameaças cibernéticas. “Priorizamos uma Defensoria segura e que obedeça às leis que regem o compartilhamento de informações e dados”, pontuou em nota Victor Montenegro, defensor público e assessor de Desenvolvimento Institucional da Defensoria.

Serviço

Como contatar o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria

Devido a pandemia do novo coronavírus, o atendimento do Núcleo do Consumidor da Defensoria, em Fortaleza, está acontecendo preferencialmente de forma remota pelo WhatsApp (85) 9 904-3023 e e-mail: nudecon@defensoria.ce.def.br

Veja o passo a passo para ver as transações associadas ao seu CPF, no Registrato, ferramenta do Banco Central

O guia para saber as informações está no site site oficial da ferramenta. É possível fazer o cadastro pelo aplicativo do seu banco no celular e também via internet banking. Em caso de dúvidas, é possível falar com o Din, o assistente virtual do Banco Central, na página oficial da instituição.

Confira se alguma contas de endereços eletrônicos foram vazadas com o site do Minha Senha

Por meio de inteligência artificial que escaneia a dark web, o site busca rotineiramente indícios de venda de bancos e cartões de crédito, serviços ilegais e planejamentos de ataques. Acesse por meio do site oficial da plataforma e informe seu e-mail.


Fonte: O Povo

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