16 de fevereiro de 2021 às 19h15m
Servidores de Fortaleza fazem carreata nesta quarta contra reforma da Previdência municipal

Na última segunda-feira, 15, a categoria de servidores municipais anunciaram estado de greve, situação que sinaliza a iminência da deflagração de uma paralisação oficial.

Os servidores públicos municipais de Fortaleza realizam na manhã desta quarta-feira, 16, uma carreata até a Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) contra os projetos de reforma Administrativa e Previdenciária. A mobilização foi deliberada na manhã desta segunda-feira, 15, durante Assembleia conjunta que aprovou estado de greve da categoria. O ato também deve contar com buzinaço e adesivaço.

Servidores informaram que as categorias poderão iniciar paralisações ainda nesta semana. O estado de greve ainda não é a greve em si, mas uma situação aprovada por trabalhadores que sinaliza a iminência da deflagração de uma greve.

De acordo com entidades sindicais, a medida vem em resposta à votação na CMFor, em 1° turno, de dispositivos que alteraram a Lei Orgânica da Cidade para abrir caminho para a reforma da previdência da Cidade. Nas redes sociais, o Sindifort, que representa servidores públicos de Fortaleza, anunciou a carreata. 

 

Na próxima segunda-feira, 22, as entidades esperaram ser recebidas pela Prefeitura para negociar uma saída para o impasse e evitar a greve. Caso não haja um consenso com a gestão municipal, os servidores da Prefeitura de Fortaleza podem paralisar as atividades. 

Na última quinta-feira, 11, servidores protestaram em frente ao Paço Municipal para repudiar as mensagens que compõem a parte inicial do projeto de reforma da Previdência. O ato cobrou a retirada do projeto, além de uma reunião imediata entre entidades sindicais e Prefeitura que, segundo as entidades, "faltou com o diálogo para se chegar a um consenso".

Após os atos, o secretário de Articulação Política, Ésio Feitosa (PSB), reuniu-se com representantes de 17 entidades sindicais para discutir o tema após manifestações. Em nota, o Executivo argumentou que "a legislação federal obriga os municípios brasileiros a realizarem a Reforma da Previdência, sob pena de ficarem em situação irregular (sem o Certificado de Regularidade Previdenciária), perdendo recursos e não conseguindo celebrar acordos, convênios, empréstimos e financiamentos". 

 

Fonte: O Povo

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