08 de fevereiro de 2021 às 10h33m
Casas da Mulher Brasileira de SP, CE, PR e MA terão acesso a quase R$ 16,5 milhões

Recursos garantidos serão utilizados para viabilizar o funcionamento dos locais, além de reforçar o compromisso do Governo Federal no enfrentamento à violência contra as mulheres

Quatro unidades da Casa da Mulher Brasileira (CMB) contarão com cerca de R$ 16,5 milhões. Os valores, já garantidos, serão destinados aos municípios de São Paulo/SP (R$ 5,5 mi), Fortaleza/CE (R$ 2,07 mi), Curitiba/PR (R$ 3,4 mi) e São Luís/MA (R$ 5,4 mi). A iniciativa é do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

"É uma vitória importante para as mulheres. Conseguimos fechar o ano passado com o recurso de manutenção das Casas garantido. Isto graças à recomposição do orçamento conquistada em 2020", afirma a titular da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM/MMFDH), Cristiane Britto.

A finalidade do investimento possibilita a manutenção física das instalações, pequenos reparos e prestação de serviços essenciais de limpeza, transporte e segurança, de forma a oferecer um atendimento humanizado e integrado, com o objetivo de interromper ciclos de violência. Os valores são provenientes de emendas parlamentares.

De forma geral, a CMB é um espaço que une serviços de atendimento às mulheres em situação de violência. Entre eles, constam acolhimento e triagem, apoio psicossocial, delegacia especializada, Promotoria de Justiça especializada, Núcleo Especializado da Defensoria Pública, Juizado de Violência Doméstica, alojamento de passagem, brinquedoteca, central de transporte e ações de autonomia econômica.

Atuação

A CMB de Campo Grande/MS já recebeu R$ 1,5 mi em junho do ano passado. A superintendente da casa, Elza Maria Loschi, mais conhecida como Tai Loschi, conta as experiências desde que o local foi inaugurado, em fevereiro de 2015. "O funcionamento é 24h por dia e nós atualmente estamos com 238 funcionários. A média de atendimentos na recepção, que é o primeiro passo, gira em torno de 800 a 1.110 por mês. Depois as mulheres vão para a triagem psicossocial e os demais serviços da casa", afirma.

"O nosso objetivo é oferecer acolhimento humanizado e serviço de referência às mulheres em situação de violência. Nós procuramos oferecer também condições para o empoderamento delas. Aqui nós temos o setor de autonomia econômica, que é ligado ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) e Fundação Social do Trabalho", completa.

Profissional da área de assistência social e educação física, além de especialista em políticas públicas, Loschi ressalta que as mulheres atendidas são orientadas a buscar autonomia, tomar decisões próprias e tornar-se independentes de pessoas e situações com desigualdade de poderes.

"Nesses seis anos de trabalho, o número de atendimentos às mulheres na recepção - que também inclui o retorno delas - chegou a 80.609. Atendimentos e encaminhamentos realizados nos setores integrados somam 553.312 registros".

Municípios

As ações em São Paulo/SP são realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Em Fortaleza/CE, o trabalho conjunto abrange a Secretaria de Proteção Social, Justiça e Cidadania.

Nos municípios de Curitiba/PR e Campo Grande/MS, as Prefeituras estão diretamente envolvidas. Em São Luís/MA, a parceria conta com a Secretaria da Mulher do Estado do Maranhão.

Para dúvidas e mais informações:
gab.snpm@mdh.gov.br

Atendimento exclusivo à imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MMFDH
(61) 99558-9277

Fonte: Ascom/MMFDH

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