14 de janeiro de 2021 às 06h40m
Mortalidade infantil no Ceará em 2020 é a menor desde 2010

Assegurar a vida das crianças é fundamental para criar o futuro de um Estado. Reduzir drasticamente a taxa de mortalidade infantil é uma das principais metas para o Brasil, já que o país sofre com um dos maiores números do mundo.

Em uma década (1998 – 2010), segundo os dados do IBGE (Instituto Brasilero de Geografia e Estatística), o Brasil passou de 33,5 crianças mortas por mil nascidas vivas para 22. Ainda de acordo com dados do Ministério da Saúde, mesmo com a redução absoluta no número de óbitos infantis entre 2003 e 2017, a proporção de óbitos por causas evitáveis permaneceu em quase 70%.
Os países que têm as menores taxas são Finlândia, Islândia, Japão, Noruega e Suécia, com uma média de 3 mortes a cada mil nascidos. As piores médias são de países das nações africanas e asiáticas. O Afeganistão apresenta a incrível média de 154 óbitos por mil nascidos vivos.
Em 2020, no Ceará, a taxa de crianças mortas com menos de um ano é a menor desde 2010. De acordo com dados da plataforma IntegraSus, da Secretária de Saúde do Ceará (Sesa), o número no ano passado foi de 11,61 para cada mil nascidos. Em 2019, o índice estava em 12,09, e em 2010, a taxa era de 12,92. A maior taxa registrada nos últimos 10 anos foi 2013, com 13,52 para cada mil nascidos

O indicador
A taxa de mortalidade infantil é obtida por meio do número de crianças de um determinado local (cidade, região, país, continente) que morrem antes de completar 1 ano, a cada mil nascidas vivas. Esse dado é um aspecto de fundamental importância para avaliar a qualidade de vida, pois, por meio dele, é possível obter informações sobre a eficácia dos serviços públicos, tais como: saneamento básico, sistema de saúde, disponibilidade de remédios e vacinas, acompanhamento médico, educação, maternidade, alimentação adequada, entre outros.
A mortalidade infantil é dividida em três componentes: neonatal precoce (0 a 6 dias), neonatal tardio (7 a 27 dias) e pós-neonatal (28 a 364 dias). O componente neonatal precoce representa mais de 50% dos óbitos infantis, sugerindo a necessidade de melhoria na qualidade da assistência no parto.

Relação das mães com a mortalidade

• Escolaridade das mães
Em relação à mortalidade junto com as escolaridades das mães, cerca de 40% tem o ensino fundamental completo, 20% não tem o ensino fundamental completo e 10% delas não concluíram o ensino médio. Esse dado revela que a educação das mães está atrelada ao índice de mortes de crianças de menos de 1 ano de idade.

• Faixa etária
Além do fator escolaridade, as mães que engravidam jovens representam mais da metade do número de óbitos. 15,1% das mortes são ligadas a mães de 15 a 19 anos e 40% de 20 a 29. Além dessas, as mães de 30 a 39 anos traduzem em também uma grande parcela, com 27,5% das mortes.


Fonte: O Estado

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