13 de janeiro de 2021 às 10h40m
MDB anuncia candidatura de Simone Tebet para o Senado

A bancada do MDB no Senado confirmou nesta terça-feira (12) a candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência da casa, em um movimento antecipado depois de a sigla ver o crescimento de seu adversário direto Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa

O anúncio foi feito durante a tarde, após reunião da bancada emedebista do Senado, em Brasília. Inicialmente, o encontro seria apenas um evento para a filiação dos senadores Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Rose de Freitas (ES), mas a bancada decidiu antecipar sua reunião para a definição rápida do nome.


O MDB havia dito em dezembro que teria candidato único para a disputa no Senado, o que foi visto na ocasião como um sinal de união para evitar os erros da eleição de 2019 – quando uma divisão interna resultou na perda do comando da casa para Alcolumbre. Quatro pré-candidatos começaram a corrida pela indicação da bancada emedebista, que estabeleceu como critério para a escolha o maior apoio obtido com outros partidos: Simone Tebet, que atualmente preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ); o líder da bancada, Eduardo Braga (AM); o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE); e o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (TO).


Bezerra e Gomes praticamente caíram fora da disputa na última sexta-feira (8), quando o primeiro se reuniu com Bolsonaro no Planalto e ouviu dele que apoiaria Pacheco. As chances de Braga foram praticamente anuladas nesta segunda-feira (11), quando a bancada do PT anunciou adesão à candidatura de Pacheco. O líder do MDB era o único da bancada com trânsito entre os petistas e via no apoio da oposição um trunfo para obter a indicação.


Com a corrida afunilada, Braga chamou Tebet para uma reunião na manhã desta terça, para alinhar os principais pontos da candidatura e o tom da fala do líder e da candidata, ao anunciarem a escolha.
Nos próximos dias, a candidata do MDB deve receber o apoio de PSDB e Podemos, bancadas que juntas reúnem 17 senadores. No papel, haverá um empate até o momento com os dois candidatos com apoios de partidos que correspondem a 32 parlamentares – desconsiderando possíveis traições. Tebet também deve receber o apoio do Cidadania, com três senadores, e do PSL, com dois. Além disso, a própria bancada do MDB vai aumentar de 13 para 15 parlamentares nesta tarde, com a filiação dos dois novos integrantes Veneziano Vital do Rêgo e Rose de Freitas.


Com Tebet, o MDB terá uma difícil equação a resolver. A senadora é considerada independente, muito próxima ao movimento Muda Senado – que defende a Operação Lava-Jato, por exemplo. Por outro lado, independente do ocupante do Planalto, o MDB sempre teve uma posição mais governista. Por isso, interlocutores levantam a hipótese de membros da bancada buscarem minar internamente a candidatura.


PL


A escolha segue um processo de fortalecimento do candidato adversário, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O PL havia anunciado no mesmo dia que sua bancada com três senadores vai apoiar o senador mineiro. Ao contrário de outras bancadas, a bancada do PL anunciou seu apoio unânime em uma nota curta, sem ressaltar as qualidades de Pacheco.


“O Partido Liberal do Senado oficializou, na tarde desta terça-feira, 12, o apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o cargo de Presidente do Senado Federal”, afirma o texto. “A decisão, oficializada na data de sua deliberação, foi tomada por unanimidade, segundo posição apurada entre os Senadores Jorginho Mello (SC), Wellington Fagundes (MT) e Carlos Portinho (RJ)”, completa o texto.


Há uma semana, Portinho havia recebido Pacheco em um sítio em Santana do Deserto, no interior de Minas Gerais. Com a nova adesão, Pacheco agora conta com o apoio de sete bancadas – DEM, PL, PROS, PSC, PSD, PT e Republicanos – que reúnem 32 senadores. São necessários 41 votos para ganhar a disputa, caso todos os senadores apareçam para votar. No entanto, o voto é secreto e há, portanto, chances de traições dentro das bancadas. Além dessas bancadas, Pacheco conta com o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 


Fonte: O Estado

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