03 de dezembro de 2020 às 06h45m
Com Sarto eleito, atenção se volta a pleitos do Legislativo

O fim da eleição municipal, que em Fortaleza terminou com a vitória do candidato do PDT José Sarto, marcou não só o fim de um processo que se arrastava há alguns meses – se consideradas as movimentações de bastidor, alguns anos –, como também marca o início de um novo processo na esfera da política local:

O fim da eleição municipal, que em Fortaleza terminou com a vitória do candidato do PDT José Sarto, marcou não só o fim de um processo que se arrastava há alguns meses – se consideradas as movimentações de bastidor, alguns anos –, como também marca o início de um novo processo na esfera da política local: as articulações para a sucessão na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) e na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Essas conversas, apesar de certamente já acontecerem em privado desde o período da campanha municipal, agora tomam a frente nas negociações.
Sarto deve deixar o cargo de deputado até o fim do ano para poder tomar posse como prefeito em janeiro de 2021, mas até lá ele intermedia sua própria sucessão, sendo ele hoje presidente da casa legislativa. Chegou a declarar nesta quarta-feira (2) que não vai se licenciar da cadeira da presidência até o final do mês, tratando dessa questão.


Diferente da Câmara dos Vereadores, a Assembleia Legislativa não passará por renovação em 2021, já que a eleição para o Legislativo que houve este ano foi para a Câmara Municipal. Cinco deputados estaduais vão renunciar ao cargo para assumir prefeituras no interior (e na Capital, no caso de Sarto), deixando em seu lugar suplentes, mas estes são necessariamente do mesmo partido ou coligação pela qual o parlamentar se elegeu em 2018, de modo que o equilíbrio de forças se mantém. Com isso, o PDT continuará sendo a maior bancada e vai indicar o próximo presidente.


Reuniões estão sendo agendadas para tratar do assunto e devem envolver o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, além de outras lideranças importantes do partido no cenário local. Alguns nomes surgem, em meio a isso, como candidatos, incluindo Tin Gomes, que já havia colocado o próprio nome à disposição na última eleição da Assembleia, em 2019, quando Sarto foi eleito. Evandro Leitão, que já atuou como líder do governo na casa, também é uma possibilidade. No período entre Sarto deixar o cargo e o próximo nome ser oficialmente escolhido, em fevereiro de 2021, quem assume é o atual vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Santana (PT).


CMFor


Na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), há o diferencial de que a nova composição da Mesa Diretora será votada pelos parlamentares eleitos no último mês, ou seja, já levando em conta a renovação pela qual passou a casa legislativa, os novos tamanhos de cada bancada partidária e o crescimento da oposição.


Na última terça-feira (1º), os vereadores eleitos pelo PDT se reuniram e fecharam apoio à reeleição de Antônio Henrique (PDT), que ocupa o cargo de presidente desde o ano passado. Assim como na Assembleia, o PDT é o maior partido da Câmara, o que significa que, obedecendo a tradição, a sigla deverá indicar o nome a comandar a CMFor pelos próximos dois anos. No entanto, em meio a isso, há discussões sobre o restante da Mesa Diretora, e partidos que tiveram bons desempenhos nas urnas articulam esses espaços.


O atual presidente já se comprometeu a ter reuniões com as bancadas da legislatura que inicia em 2021, incluindo aí os parlamentares de oposição. A partir do ano que vem, a Câmara Municipal terá 12 vereadores ligados ao grupo político de Capitão Wagner (Pros), organizados em bloco, demonstrando força maior do que na atual legislatura. Eles devem lançar o nome de Ronaldo Martins (Republicanos), vereador mais eleito em Fortaleza este ano, para a presidência da casa.


Também dentro da oposição, o PT, que elegeu três vereadores em 2020, resiste à ideia de integrar a base do governo, sendo hoje oposição à gestão de Roberto Cláudio (PDT). O Psol, que terá duas cadeiras na Câmara, já declarou que será opositor. Esses dois blocos, no entanto, se diferenciam do anterior por serem uma oposição mais à esquerda do que a administração pedetista, em vez de mais à direita.


Fonte: O Estado

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