26 de novembro de 2020 às 06h37m
Pequenos negócios no CE já receberam R$ 1,4 mi de fundo

Quarenta e cinco empresas cearenses já receberam R$ 1,4 milhão em crédito da iniciativa Estímulo 2020

Os recursos são disponibilizados através de empréstimos sem burocracia, com objetivo de ajudar os pequenos negócios prejudicados com a crise causada pela pandemia da Covid-19 a recuperarem o fôlego durante processo de retomada econômica. O fundo ainda conta com R$ 3,4 milhões para ajudar novas empresas.


Segundo Fabio Lesbaupin, diretor de Operações e Tecnologia do Estímulo 2020, “o apoio é destinado aos micro e pequenos empreendedores por serem a base da economia, gerarem grande número de empregos e constituírem segmento no qual acontecem muitas inovações”. Ele pondera que, em tempos de crise, é natural que as instituições financeiras fiquem inseguras e tornem seus processos mais rígidos. “É aí que entra nossa iniciativa, que oferece apoio financeiro sem burocracia, com juros subsidiados e todo o processo feito on-line”, resume.


O projeto começou em São Paulo, no mês de maio, inspirado nos relief funds dos Estados Unidos e está presente também no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará. Além do pilar financeiro, o Estímulo 2020 oferece suporte educacional, por meio de ferramentas para capacitação profissional em temas como Gestão, Educação Financeira, Empreendedorismo, Inovação e Marketing Digital.

Expectativas
Os micro e pequenos empresários que mantiveram suas firmas vivas com a ajuda do Estímulo 2020, estão otimistas com as vendas de final de ano e da Black Friday. É o caso da empresária do setor automotivo, Andreia Rodrigues, que com o empréstimo conseguiu reforçar o estoque e garantir a disponibilidade de produtos para o aumento da demanda. “Pude triplicar o estoque e mudar a loja para um ponto comercial maior e melhor localizado. Isso deu um ‘boom’ nas vendas, pois nos aproximou mais dos clientes de varejo. Pudemos ampliar o leque de produtos e ter um giro muito mais alto com eles. Ainda foi possível contratar mais um funcionário e dois prestadores de serviços para ajudar com as entregas”, explica a empreendedora.


Empresários do setor de serviços também têm boas expectativas com relação ao período. É o caso de Josenildo Oliveira, microempreendedor individual da área da tecnologia que trabalha com provedores de internet. Ele conta que, com a pandemia, perdeu cerca de 30% da clientela e temeu não conseguir arcar com todos os custos fixos e ficar negativado com o passar dos meses. Com o crédito, ganhou mais tranquilidade para investir na captação de novos clientes e aproveitar as oportunidades que podem surgir com o período.


“Acredito que, com a chegada do fim do ano e o incremento do 13º salário no bolso dos trabalhadores, aqueles que querem contratar ou investir num melhor serviço de internet banda larga poderão se dar esse presente. Até porque, com a pandemia, ficou ainda mais claro que a internet é uma necessidade essencial”, comenta.

Sem burocracia


Por meio da iniciativa, é possível contar com o equivalente a até um mês de faturamento bruto da empresa antes do início da pandemia. O pagamento pode ser feito em 24 meses, sendo três de carência. Os juros, subsidiados, são de 0,53% ao mês ou 6,5% ao ano.
Para isso, basta que o empreendedor preencha um formulário com apenas seis campos. O sistema integrado faz uma pré-análise das informações e, em 45 segundos, o solicitante recebe o retorno. Se aprovado, o crédito é liberado em até 24 horas após a aprovação dos documentos.


Fonte: O Estado

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