05 de novembro de 2020 às 06h50m
Eleições americanas: caminho para recorrer à Suprema Corte é longo

A bravata do presidente Donald Trump de que vai recorrer na Justiça a uma possível derrota eleitoral confirmou um dos maiores receios em torno destas eleições americanas.

e o republicano cumprir a ameaça e for à Suprema Corte, pode agravar e alongar a instabilidade política no país. Já há planos para a população ir às ruas em Washington contra essa possibilidade.
O cenário é especialmente preocupante porque, segundo as projeções atuais, Joe Biden pode vencer por uma margem pequena. O democrata pode ter poucos delegados a mais que o republicano no Colégio Eleitoral, o sistema indireto que escolhe o presidente. Em alguns estados, Biden pode vencer por menos de 1 ponto percentual, o que dá base a pedidos de recontagem –seguindo as regras que variam de estado para estado.


Ciente disso, Trump foi à Casa Branca na madrugada de quarta-feira (4) dizer que tinha vencido. Afirmou que iria à Justiça pedir o fim da contagem que, pouco a pouco, erodia suas chances de vencer. Na tarde do mesmo dia, sua campanha anunciou que queria uma recontagem em Wisconsin, onde Biden liderava por 0,6 ponto. Paul Schiff Berman, professor de direito na Universidade George Washington, diz que as falas de Trump são “destrutivas” e “corrosivas”. “A ideia de que a Suprema Corte é um mecanismo para garantir os desejos políticos de Trump fere todo o princípio democrático que existe.”
Estratégia


O presidente já vinha ensaiando essa estratégia há semanas, sugerindo que Biden só venceria se roubasse. Trump disse e repetiu que o voto por correio, que estatisticamente vinha favorecendo seu rival, era irregular e pouco confiável. “Isso é uma fraude enorme. É uma vergonha para o nosso país. Francamente, nós ganhamos esta eleição”, declarou na quarta, na Casa Branca. O republicano martelou o mesmo tema quarta-feira adentro. No Twitter, por exemplo, escreveu: “Estão encontrando votos para Biden por todos os lados. Tão ruim para o nosso país!”.


Fonte: O Estado

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