15 de outubro de 2020 às 06h56m
Turismo no Ceará cresce 85%, mas não recupera perdas

A atividade turística no Estado também avançou, em agosto, mas assim como setor de serviços, ainda não deu para recuperar as perdas

A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta uma expansão de 85,4% em agosto, em relação a julho, que registrou queda de -29,2%.
Segundo a pesquisa, embora o crescimento expressivo, o setor ainda acumula perdas de -44,2%, de janeiro a agosto. A lenta recuperação, no entanto, pode ser explicada pelo fato de o setor ter sido um dos primeiros a sofrer com as medidas de prevenção ao novo coronavírus e um dos últimos a retornar às atividades turísticas, principalmente de transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.
O índice do Ceará foi superior ao da média do Brasil, que chegou a 19% se comparado a julho deste ano. Todos os estados pesquisados registraram aumento: Goiás (47%), Paraná (28%), Distrito Federal (25%), Minas Gerais (22,9%), Rio Grande do Sul (20%), Santa Catarina (16,3%), Espírito Santo (15,9%), São Paulo (15,8%), Rio de Janeiro (15%) e Pernambuco (12,7%).
“Estamos no início da retomada e esse número mostra nossa capacidade e força no setor de turismo. Vamos continuar trabalhando para voltarmos ao patamar que a gente estava antes da pandemia”, aponta o secretário do Turismo do Ceará, Arialdo Pinho. Ele acrescenta que uma nova campanha promocional está sendo feita para impulsionar a promoção do Estado.

Cautela


O secretário ressalta que todo o trabalho está sendo feito de forma cautelosa, respeitando as regras estabelecidas pelos protocolos do Governo do Ceará. “Não podemos retroceder e por isso é importante que tudo seja feito de forma segura”, destaca Arialdo Pinho.
Na semana passada, o Ceará recebeu o selo de segurança global ‘Safe Travels’ do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês). A certificação foi concedida após a Secretaria do Turismo do Ceará apresentar ao órgão os protocolos estabelecidos pelo Governo do Estado. O selo tem como objetivo garantir a saúde dos viajantes e impulsionar a retomada do turismo no mundo.

Comparativo
Na comparação com mesmo período do ano passado, a queda no volume de atividades é de -49,1%, a sexta taxa negativa consecutiva. Pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; e locação de automóveis.


Fonte: O Estado

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