13 de outubro de 2020 às 06h50m
Pesquisa mostra Biden com 54% frente a 42% de Trump

A pouco mais de três semanas das eleições presidenciais americanas, Joe Biden segue à frente de Donald Trump nas pesquisas

Segundo levantamento do Washington Post e da rede ABC divulgado neste domingo (11), o democrata tem 54% das intenções de voto, contra 42% do republicano.


Trump não conseguiu diminuir a margem em relação a Biden nas últimas semanas, um período tumultuado que incluiu o primeiro debate presidencial e a hospitalização do republicano após ele ter sido infectado com o coronavírus. Os eleitores estão aparentemente imunes às notícias e controvérsias das últimas semanas, segundo a pesquisa. O levantamento reflete o status do voto popular e não as disputas estado por estado pelos 270 votos eleitorais necessários para ganhar a presidência.

Economia
A tendência de vantagem ao democrata se reflete também em outros tipos de pesquisa, como a do Pew Research Center, divulgada na sexta-feira (9), que apontou que a confiança dos eleitores americanos na política econômica de Joe Biden cresceu e chegou a um empate técnico com o índice relativo ao atual presidente, Donald Trump.


O republicano ainda tem vantagem nesse quesito – 52% dos entrevistados acreditam que ele seja capaz de tomar boas decisões na economia. Mas Biden vem logo atrás, com um índice de 51% que representa um crescimento de 3 pontos percentuais desde a última pesquisa, realizada em junho.


Em todos os outros aspectos levantados pelos pesquisadores, a vantagem é do democrata. As maiores diferenças aparecem nas perguntas sobre a capacidade dos candidatos de unir o país e de lidar com o impacto da pandemia de coronavírus sobre a saúde pública. Segundo a pesquisa, 50% dos eleitores afirmam acreditar que Biden é capaz de diminuir a polarização e unificar os americanos, enquanto 30% atribuem a mesma capacidade a Trump. No que diz respeito à Covid-19, o democrata tem apoio de 57% dos entrevistados, contra 40% do republicano.


Na política externa, Biden tem nove pontos de vantagem (54% a 45%). A dianteira do ex-vice-presidente se repete na capacidade de indicar bons nomes para a Suprema Corte dos EUA (55% a 49%) e na efetividade em lidar com questões de aplicação da lei e justiça criminal (49% a 45%).

Covid
No dia anterior, o médico da Casa Branca, Sean Conley, afirmou que o presidente americano realizou um teste para coronavírus cujo resultado mostrou que o republicano não é mais um “risco de transmissão” para outras pessoas. A declaração ocorre oito dias após o líder dos EUA anunciar ter recebido o diagnóstico de covid-19. Ainda não se sabe ao certo por quanto tempo uma pessoa que foi infectada pelo patógeno pode transmitir a doença, mas estudos já mostraram que o contágio pode ocorrer por até três semanas.


“A prova do teste PCR desta manhã demonstra, segundo os padrões reconhecidos atualmente, que ele já não é considerado um risco de transmissão [do vírus] a outros”, disse Conley em um comunicado. O médico, porém, não afirmou se o presidente teve algum exame com resultado negativo para o coronavírus desde que foi infectado, embora este não seja um critério para determinar o fim do isolamento, de acordo com o Centro de Prevenção e Doenças (CDC, na sigla em inglês).


Conley tem chamado a atenção da comunidade médica internacional pelas derrapadas éticas que vem cometendo na condução do caso. A polêmica mais recente é o fato de ele ter liberado Trump para retomar as atividades de campanha neste sábado (10), quando completaria dez dias do diagnóstico de coronavírus do republicano. Para Conley, o presidente respondeu “extremamente bem” ao tratamento e há segurança no retorno.


Fonte: O Estado

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