01 de outubro de 2020 às 06h45m
Endividamento de brasileiros cai pela primeira vez desde maio

O número de brasileiros endividados caiu, em setembro, conforme indica a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O índice chegou a 67,2% após três meses de altas consecutivas e maior percentual em agosto.
Mesmo com a melhora no mês de setembro, a pesquisa aponta que, no comparativo anual, o indicador registrou aumento de 2,1 pontos percentuais.


Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a primeira queda no endividamento das famílias desde maio está ancorada no avanço econômico do país. “Indicadores recentes têm mostrado que a recuperação gradual da economia, para os próximos dois trimestres, está mais robusta do que as estimativas indicavam”, ressalta. Ele alerta que, embora tenha havido queda na margem, a proporção de consumidores endividados no Brasil ainda é elevada. “Para apoiar a retomada, é importante seguir ampliando o acesso ao crédito com custos mais baixos, mas, principalmente, possibilitar o alongamento de prazos de pagamento das dívidas para mitigar o risco da inadimplência no sistema financeiro.”


Renda


A pesquisa mostra que, em relação à renda, entre as famílias que recebem até dez salários mínimos, o percentual caiu pela primeira vez desde maio, chegando a 69% do total, após ter alcançado o recorde de 69,5%, em agosto. Entre as famílias com renda acima de dez salários, houve o primeiro aumento desde abril, subindo a 59%.


Segundo Izis Ferreira, economista da CNC e responsável pela pesquisa, a redução do endividamento entre as famílias de menor renda mostra que os benefícios emergenciais possibilitam o maior consumo de bens, mais associados à renda, e o pagamento de despesas. “Por outro lado, as famílias com renda mais alta, que estavam ampliando as suas poupanças, aparentemente iniciaram uma retomada do consumo via crédito”, explica.


Inadimplência


O total de famílias com dívidas ou contas em atraso também apresentou a primeira redução mensal desde maio, caindo de 26,7%, em agosto, para 26,5%,
em setembro.


Fonte: O Estado

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