29 de setembro de 2020
150 escolas particulares de Fortaleza se preparam para a volta de mais turmas em outubro

O Sinepe tem disponibilizado centros para testagens de professores e contabilizou que 4.913 profissionais foram testados antes da volta da Educação Infantil; outros 500 teriam realizado testes desde o último sábado, 26

Atualmente, apenas creches e pré-escolas da rede privada podem realizar atividades presenciais. A partir da próxima quinta-feira, 1º, quatro anos letivos, tanto da rede particular quanto da rede pública, passam a estar liberados pelo governo estadual. Por isso, ainda nesta semana cerca de 150 escolas da rede particular de ensino de Fortaleza devem retomar aulas presenciais. É o que estima o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE).

"A gente estima essa volta porque foi essa a quantidade de escolas que enviaram ao Sinepe os requerimentos para realizar testagens em seus profissionais", explica Andrea Nogueira, presidente do Sindicato. De acordo com o protocolo estabelecido pelo Governo, todos os professores e demais funcionários dos colégios devem ser testados antes de retornarem ao trabalho presencial. O Sinepe tem disponibilizado centros para esses procedimentos e contabiliza que 4.913 profissionais foram testados antes da volta da Educação Infantil; outros 500 teriam realizado testes desde o último sábado.

Andrea afirma que as experiências de retorno com a Educação Infantil ocorreram com êxito e foram um aprendizado para as instituições de ensino. "Estamos nos preparando desde o fim de julho, tanto em estrutura quanto nas informações para os funcionários e famílias. Diversas soluções foram elaboradas e ainda é só uma porcentagem dos aluno que poderá voltar, então tem tudo para dar certo", assegura. Nesta etapa, está permitida a volta de 35% dos 1º, 2º e 9º anos do Ensino Fundamental; de 35% do 3º ano do Ensino Médio, incluindo educação profissional; e de 35% da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já para as instituições de Ensino Infantil, foi autorizada a ampliação do limite de 35% para 50% da capacidade.

Silvina Moreno, diretora de ensino do Colégio Master, conta que o colégio entrou em contato com as famílias explicando a liberação estadual e as medidas sanitárias adotadas. "Estamos terminando de receber as respostas para organizarmos as logísticas das salas de aula. Temos quem optou por seguir no ensino remoto até o fim do ano e quem deseja ou precisa voltar agora", expõe. A fim garantir a segurança, a instituição se reestruturou e firmou parcerias com profissionais e unidades de saúde.

Para a diretora, além das mudanças de infraestrutura, o acompanhamento e as adaptações pedagógicas são um aspecto fundamental nesse momento. "São crianças e jovens que passaram todo esse tempo em distanciamento, alguns se enlutaram nesse período, é um momento muito delicado", afirma. "Além disso tem todas as questões do ensino remoto. A aprendizagem é diferente para cada um e nosso olhar nos próximos meses se voltará para os objetivos de aprendizagem que ainda não foram consolidados."

 


Fonte: O Povo

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