18 de setembro de 2020 às 06h42m
63% dos partidos na disputa estão com Sarto ou Wagner

Com as alianças todas desenhadas e homologadas oficialmente junto à Justiça Eleitoral, o cenário para a eleição municipal em Fortaleza evidencia a tendência de polarização – já antecipada – entre os grupos políticos representados na disputa pelos deputados José Sarto (PDT) e Capitão Wagner (Pros).

Entre os 30 partidos que lançaram candidatura ou se coligaram a outra legenda em Fortaleza, 19 estão com um desses dois postulantes, sendo 10 com a chapa do PDT e 9 com a do Pros.
Entre as legendas que estão juntas na candidatura de Sarto estão o PSB (partido do candidato a vice Élcio Batista), o PSD, o PTB, o Cidadania, a Rede, o PP, o PSD, o PSDB, o DEM e o próprio PDT. Já do lado de Wagner estão o Podemos (da candidata a vice Kamila Cardoso), o Republicanos, o Avante, o PSC, o DC, o PMN, o PMB, o PTC e o próprio Pros do Capitão.


Também fazem parte de coligação, nas outras candidaturas, o MDB (que se juntou ao Solidariedade e fez chapa com Heitor Férrer), o PCB (que ocupa o posto de vice na chapa de Renato Roseno, do Psol) e o PRTB (que se uniu ao PSL, assim como o fizera em 2018, na eleição presidencial que elegeu Jair Bolsonaro). Além desses, disputam isolados o PV de Célio Studart, o PT de Luizianne Lins, o Patriota de Samuel Braga, o PCdoB de Anizio Melo e a UP de Paula Colares. Dos 33 partidos políticos registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só não participam desta eleição na capital cearense o PSTU, que anunciou que apoia informalmente a candidatura do Psol; o Novo, que teria lançado candidatura própria no nome de Geraldo Luciano, que acabou desistindo; e o PCO.


As 19 do total de 30 legendas que disputam o pleito representam uma parcela de 63,3%, equivalente a quase dois terços das siglas. Sarto e Wagner, tendo respectivamente 10 e 9 partidos junto de si, contrastam com candidaturas como a do PT, que, embora chegue com alguma força ancorada no nome da ex-prefeita Luizianne Lins e no apoio do ex-presidente Lula, está isolado. Todas as candidaturas que não são uma dessas duas têm no máximo dois partidos juntos.


Vantagem


Entre PDT e Pros, no entanto, o PDT sai na vantagem no que diz respeito a tempo de rádio e TV, uma vez que reúne partidos de mais expressão do que os angariados por Capitão Wagner – que são todos partidos menores. Na reta final, o apoio de PSDB e DEM foi decisivo para cravar a vantagem clara em coligação da chapa governista frente à oposicionista, uma vez que os tucanos em particular discutiam a sério a possibilidade de apoiar o candidato do Pros (e poderiam muito bem levar o DEM junto, tirando-o da base do governo, já que estava decidido que as duas siglas caminhariam juntas).
Já o MDB, outro partido de peso que deixou a definição do apoio para os últimos momentos, acabou surpreendendo e apoiando Heitor Férrer. A legenda era a última esperança de Wagner para iniciar a campanha com um partido maior a seu lado, e a expectativa era de que os emedebistas, comandados pelo ex-senador Eunício Oliveira, se juntassem ao Pros ou ao PT.


Fonte: O Estado

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