17 de setembro de 2020
China abre a possibilidade de receber observadores

Alvo de acusações da comunidade internacional a respeito da possível violação de direitos humanos em seu território, a China abriu a possibilidade de receber observadores independentes da União Europeia (UE) para apurar denúncias de abusos generalizados contra os uigures, minoria majoritariamente muçulmana concentrada em Xinjiang, no oeste do país

Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, disse nesta terça-feira (15) que o bloco europeu é “bem-vindo” para visitar a área e “entender verdadeiramente a situação, sem depender de boatos”. “A UE expressou seu desejo de visitar Xinjiang, a China já concordou e está disposta a fazer arranjos”, disse Wang, durante uma entrevista coletiva. A declaração foi uma resposta ao pedido feito por representantes da UE ao dirigente chinês, Xi Jinping, durante uma videoconferência nesta segunda-feira (14). Os europeus querem que a China faça mais concessões no campo dos direitos humanos para conseguir avançar em um acordo comercial que já se arrasta por sete anos e inclui questões de muita complexidade, como a defesa da propriedade intelectual, repasse de tecnologia e subsídios.

Avanços
Para o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, as negociações avançam para uma relação equilibrada entre UE e China, mas ainda existem “diferenças reais em assuntos difíceis”. Segundo ele, a questão dos direitos humanos precisa de uma “atenção mais cuidadosa”. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a China precisa convencer a UE de que o acordo, que os dois lados querem finalizar até o final deste ano, realmente vale a pena.


Fonte: O Estado

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