13 de maio de 2020 às 14h52m
Mercado aéreo doméstico não voltará aos níveis de 2019 antes de 2022, projeta Iata

A recuperação do mercado de voos internacionais virá ainda mais tarde, segundo associação internacional do setor.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) prevê um caminho longo de recuperação para o setor aéreo, após a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Na avaliação da entidade, em 2025, o setor aéreo global ainda será 10% menor do que era no ano passado. A previsão leva em conta projeções para a economia global feitas recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O economista-chefe da Iata, Brian Pearce, também disse em teleconferência para jornalistas que o setor aéreo apresentou nos últimos anos um desempenho um pouco abaixo da economia global. “Essa defasagem no ritmo de crescimento do setor deve permanecer após a pandemia”, disse o executivo.

A Iata estima que o setor aéreo irá se recuperar primeiro no segmento de voos domésticos e, mais tarde, em voos internacionais. A associação, que reúne 300 empresas aéreas no mundo, estima que o mercado de voos domésticos não voltará aos níveis de 2019 antes de 2022. A recuperação do mercado de voos internacionais virá depois disso.

Pearce observou que ainda não existe uma padronização nas medidas de segurança sanitária adotada nos diferentes países para reduzir os riscos de contaminação nos aeroportos e durante os voos. A falta de padrão é um fator que inibe os consumidores a voltar a voar.

Além da preocupação dos passageiros com riscos de contaminação pelo novo coronavírus, pesa na recuperação do setor o aumento dos custos para viajar de avião. A Iata estima que os custos para viajar ficarão, em média, 50% mais caros após a pandemia.

Questionado sobre a recuperação judicial da Avianca Holdings e a situação do setor aéreo na América Latina, Alexander de Juniac, presidente da Iata, disse que a situação na América Latina não é diferente do que se encontra em outros continentes. Em todo o mundo, as empresas aéreas enfrentam grandes dificuldades financeiras e muitas restrições para voar. “No mundo todo, as companhias estão praticamente paradas. A Avianca é uma delas”, afirmou Juniac.

O executivo acrescentou que o governo da Colômbia estuda um plano de socorro para a Avianca superar a crise. “Talvez um ponto a ser considerado é que a capacidade de apoio financeiro dos governos da América Latina é mais limitado do que em países da Europa e Estados Unidos, por exemplo. A capacidade limitada de suporte dos governos desses países é algo que preocupa”, disse Juniac.


Fonte: g1.com

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