10 de abril de 2020 às 10h25m
Coronavírus: distância mínima entre quem caminha, corre ou pedala ao ar livre deve ser de 4 a 20 metros, aponta estudo

Conclusão, que ainda não foi publicada em meio científico, é de pesquisadores da Bélgica e da Holanda. Em outro estudo, cientistas da Finlândia simularam, em vídeo, como o vírus da Covid-19 se espalha pelo ar em um ambiente fechado.

Uma pesquisa feita por cientistas da Bélgica e da Holanda recomenda que, durante a pandemia de Covid-19, as pessoas devem manter distância de até 20 metros umas das outras em exercícios físicos ao ar livre, a depender da atividade.

O estudo ainda não foi publicado em revista científica, mas já foi divulgado pelas universidades responsáveis – a Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, e a Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda – por ter sido considerado urgente para ajudar no combate ao novo coronavírus.

Os cientistas analisaram simulações feitas em computador de movimentos de caminhada, corrida e pedalada e concluíram que as gotículas de saliva emitidas pelas pessoas durante esses exercícios ficam no ar logo atrás delas enquanto elas se movimentam. (Veja detalhes sobre a sobrevivência do vírus da Covid-19 no ar mais abaixo nesta reportagem).

Por isso, recomendaram que, em atividades físicas ao ar livre, o ideal é manter a seguinte distância mínima das outras pessoas:

  • Caminhada: ficar longe entre 4 e 5 metros da pessoa que está à sua frente;
  • Corrida: ficar longe pelo menos 10 metros da pessoa que está à sua frente;
  • Pedalada: ficar longe pelo menos 20 metros da pessoa que está à sua frente.

Os pesquisadores, que estudam aerodinâmica, não analisaram o vírus da Covid-19, mas, sim, a forma com que as gotículas de saliva viajam pelo ar. Essas gotículas são a forma de transmissão do vírus.

"As gotículas que nós geramos quando respiramos ou exalamos o ar são muito pequenas, na verdade, e não viajam para muito longe. Se estivermos falando e estamos parados, a uma distância de 1,5 metros [distância mínima recomendada pela OMS], as suas gotículas não vão me alcançar e nem as minhas vão alcançar você", explicou o professor Bert Blocken, líder do estudo, em entrevista ao G1.

"Mas o problema é que, claro, quando você se mexe é diferente. Quando você está pedalando ou andando na minha frente, e respira e se move, as gotículas se movem para trás de você, no que chamamos de 'corrente de ar'. E, como as gotículas são muito leves, precisam de algum tempo para chegar ao chão. Mas, se eu estou correndo muito perto atrás de você, eu vou respirar e inalar a sua nuvem de gotículas", alertou.

De acordo com as simulações, esse distanciamento mínimo faz menos diferença se as pessoas estiverem andando ou correndo ao lado uma da outra em tempo calmo, sem vento.


Fonte: g1.com

Compartilhar
Publicidade
Todos os direitos reservados para avol.com.br - no ar desde 2001