05 de abril de 2020 às 09h36m
Prefeitura de Fortaleza garante 524 leitos para pacientes infectados pelo novo coronavírus

Após a conclusão da obra no PV, serão 524 leitos espalhados por hospitais na cidade com possibilidade de aumentar para 626 caso for necessário

Quando finalizadas as obras no estádio Presidente Vargas, subirá para 524 o número de leitos disponíveis para tratar pacientes infectados com o novo coronavírus em Fortaleza.

Os leitos estão divididos entre o IJF II, com 30, o Sopai (Hospital Infantil Filantrópico), com 60, o Hospital Leonardo da Vinci, com 230, e o estádio Presidente Vargas, que terá inicialmente 204, mas se preciso disponibilizará mais 102, somando 306. As informações são da secretária da Saúde de Fortaleza, Joana Maciel.

Sobre os testes, o prefeito Roberto Cláudio (PDT), em entrevista, afirmou que o Governo do Estado está fazendo uma grande compra para aumentar o número de exames e diagnósticos. “A medida mais preventiva para mudar a curva de transmissão, para reduzir o número de casos infectados, para reduzir a demanda simultânea por leitos hospitalares e de UTI é o isolamento social”, explicou. “O mais importante é que a gente também leve essa mensagem de consciência à população de que o isolamento social não é uma iniciativa subjetiva. Ela é evidência científica”, acrescentou.

Joana Maciel também ressalta a importância de a população ficar em casa. “Há 10 dias tínhamos 23 bairros com casos confirmados, agora já são 55. É muito importante que a população mantenha o isolamento social”.

>>VEJA IMAGENS DA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE CAMPANHA

Ela também tranquiliza quem mora no entorno do estádio Presidente Vargas, que estão preocupadas com a contaminação por conta de estarem perto do hospital que irá tratar de casos da Covid-19. “Isso não existe do ponto de vista científico”, observa.

A secretária explica que a organização de trabalho dos funcionários e agentes da saúde no PV será de extremo cuidado e atenção. “Os funcionários vão entrar por uma área específica de paramentação para colocarem os equipamentos de proteção individual. Então, vão trabalhar e depois saem por outra área onde vão fazer o descarte desses equipamentos de proteção como máscaras, protetores faciais e aventais. Tudo isso será separado, como deve ser em um hospital para doença infectocontagiosa”.

“Estamos tomando todos os cuidados para que a gente possa atender a população mas também preservar os nossos profissionais de saúde. Nós estamos trabalhando para evitar riscos”, acrescenta.


Fonte: O Povo

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