30 de janeiro de 2020 às 15h39m
Hospital Regional de Icó é referência em grandes capitais do País com realização de parto humanizado

Há alguns anos, cresce o número de gestantes adeptas do parto humanizado, diretamente relacionado ao parto realizado em casa, por exemplo, sem intervenção médica. O que poucas mulheres sabem é que a cesárea também pode ser um procedimento humanizado com a adoção de condutas emocionais que respeitam os sonhos e os desejos da futura mãe, dentro das possibilidades do hospital.


Diferente da realidade do Brasil, a humanização da assistência hospitalar durante o parto acontece de forma efetiva e intensificada no Hospital Regional de Icó (HRI), Centro-Sul cearense, durante a Gestão Laís Nunes. “Até nas grandes capitais, isso ainda acontece de forma lenta. Estive em congressos em são Paulo e na Paraíba, onde relatei a forma como trabalhamos aqui e eles ficaram surpresos porque pra eles é uma novidade, não acontece por lá”, explica a enfermeira obstetra Rute Borges. 
“Estamos tentando desmistificar o trabalho de parto normal, diante da cultura muito enraizada de cesáreas em todo mundo. Desde que a prefeita Laís Nunes assumiu, nossos índices de parto normal só aumentam, graças ao trabalho que é desenvolvido pela nossa equipe”, afirma Denyse Batista, gerente de Enfermagem do HRI.
 
Parto humanizado
 
“A cesárea também é um parto humanizado. Todos pensam que o parto humanizado é aquele que acontece dentro de uma banheira em casa, mas não é isso. Humanizar é fazer da melhor maneira possível, respeitando o que a gestante quer”, explica a enfermeira sobre o processo afetivo que começa antes mesmo da gestante ser encaminhada ao centro cirúrgico.
 
Ao dar entrada no Hospital Regional de Icó, a mamãe é acolhida por uma equipe de enfermeiros e profissionais qualificados e altamente capacitados. “É muito importante que haja acolhimento emocional e motivacional para acalmar a gestante porque, dependendo do medo e da insegurança dela, o trabalho de parto pode ser tardio ou até mesmo interrompido”, explica a enfermeira. 

É também neste momento em que a paciente recebe orientações sobre as possibilidades de realizações do parto e monta um plano onde especifica sua vontade adequada aos limites do HRI. “A mamãe pode escolher serviços como musicoterapia e aromaterapia, escolhe ter por perto as pessoas que ela desejar, como o companheiro, familiares e amigos, impressão placentária com relato de parto feito à mão com muito carinho pela equipe, registro fotográfico e etc”, detalha. 

Condutas e serviços
 
Durante o acolhimento, além das orientações passadas pela equipe profissional do HRI, os desejos da gestante também são ouvidos e levados em consideração, como posições para dar à luz e o local onde ela se sentiria mais confortável no hospital, desejo da participação do companheiro e mais acompanhantes durante o parto, musicoterapia e aromaterapia, contato imediato (pele a pele) com o bebê, permissão para acompanhante cortar o cordão umbilical, impressão placentária com todo o relato de parto, registros de fotos e vídeos e desejo de amamentação na primeira hora de vida do bebê. 

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