08 de janeiro de 2020
Base americana no Iraque é atacada com foguetes

Ao menos nove foguetes caíram na noite dessa terça-feira (7) na base aérea de Ain al Assad, no oeste do Iraque, onde estão estacionadas tropas dos Estados Unidos, disse à agência de notícias AFP uma fonte de segurança, falando sob condição de anonimato.

Ainda não há informações sobre danos ou vítimas do ataque. A base fica a cerca de 200 km de Bagdá.


Segundo um porta-voz, o presidente Donald Trump está a par do ocorrido e monitorando a situação. O ataque ocorre após grupos armados pró-Irã prometerem unir forças para responder ao ataque de um drone americano que na sexta-feira (3) matou o general iraniano Qassim Suleimani e o líder militar iraquiano Abu Mahdi al Muhandis em Bagdá.


Nota
Chamada a dar explicações sobre o apoio dado pelo Brasil ao ataque norte-americano que matou o general Qassim Suleimani, a diplomata Maria Cristina Lopes disse às autoridades iranianas que a posição do governo Jair Bolsonaro não deve ser entendida como uma manifestação contra o país persa.


Maria Cristina, que é a encarregada de negócios da missão do Brasil em Teerã, foi convocada após o Itamaraty divulgar uma nota, na sexta-feira (3), em que endossa a operação para matar Suleimani.


No documento, o ministério das Relações Exteriores diz apoiar a “luta contra o flagelo do terrorismo” e afirma que atos terroristas não podem ser relativizados. A linguagem segue os argumentos dos EUA, que acusam o general iraniano de planejar atos terroristas.


A convocação de um diplomata para dar explicações é uma das formas que um governo tem para manifestar descontentamento e incômodo com outro país. Número dois na embaixada brasileira em Teerã, Maria Cristina foi chamada porque o titular da missão diplomática, Rodrigo Azeredo, está de férias no Brasil.


Na reunião em Teerã, segundo interlocutores do governo ouvidos pela Folha, os iranianos se queixaram da nota do Itamaraty e afirmaram que o governo Bolsonaro comprou integralmente a versão dos EUA para justificar a morte de Suleimani.


A chancelaria do Irã também reclamou do fato de o Itamaraty ter incluído no comunicado uma menção aos recentes ataques à embaixada norte-americana em Bagdá. Washington acusa o Irã de estar por trás dos manifestantes que atacaram a missão diplomática dos EUA no Iraque.


Justificativa


Instruída pelo ministério em Brasília, Maria Cristina apresentou as justificativas do governo brasileiro. Além de dizer que a nota do Itamaraty não era uma condenação contra o estado iraniano, a diplomata Maria Cristina disse que as relações entre os dois países são amplas e que não podem ser reduzidas ao tema abordado no comunicado.


Fonte: O Estado

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