16 de setembro de 2019 às 15h45m
Menos de 1% dos habitantes de Fortaleza levam lixo a pontos de reciclagem

A expectativa é de, até o fim de 2020, todos os 119 bairros da Capital terem um Ecoponto

Fortaleza ainda tem um longo caminho quando o assunto é coleta seletiva. Hoje, apenas 0,9% dos habitantes da Capital cearense, entorno de 24 mil pessoas, encaminham resíduos para um dos 63 Ecopontos espalhados na Cidade - locais que recebem material possível de ser reciclado administrados pela prefeitura. A expectativa é de, até o fim de 2020, todos os 119 bairros da Capital terem um desses equipamentos. 

De acordo com o coordenador de Limpeza Urbana da Secretaria de Conservação de Serviços Públicos (SCSP), Albert Gradvohl, já há o planejamento e recursos para a instalar até o final do próximo ano um Ecoponto onde o serviço ainda não chegou. Quando feito questionamento para a Secretaria de Conservação de Serviços Públicos em geral, não foi apresentada à reportagem planejamento para a instalação dos equipamentos, mas só a confirmação da ampliação.

Quanto à adesão da população à coleta seletiva que se reflete na baixa quantidade de pessoas que vão aos ecopontos, Marcílio Oliveira Moura, engenheiro ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), destaca a necessidade de uma campanha constante de educação ambiental. O especialista defende que parte da população não conhece como funciona a separação do lixo e outras até tem vontade de fazer, mas a destinação restrita dificulta.

“Uma das grandes preocupações na geração de resíduos é o impacto gerado no meio ambiente. Com a coleta seletiva é possível evitar que boa parte (deles) seja direcionada a aterros sanitários. Com isso, a gente prolonga a vida do aterro, fazendo chegar lá só aquilo que não pode ser reutilizado, reciclado ou recuperado”, destaca Marcílio.

De acordo com o Projeto Fortaleza 2040, instrumento que reúne um conjunto de estratégias e diretrizes expressadas em planos de ação após consulta junto a comunidades,  a meta deve ser chegar em 21 anos ao patamar de estar reciclando o máximo possível do lixo da capital.  O modelo de logística reversa deve se aplicar também em grande escala.

 

 

Fonte: O Povo

Compartilhar
Publicidade
Todos os direitos reservados para avol.com.br - no ar desde 2001