04 de setembro de 2019 às 06h42m
Toyota lança novo Corolla, primeiro carro híbrido flex, por R$ 124.990

Sedã chega à 12ª geração: veja o que mudou. Versões a combustão, com novo motor 2.0, começam a partir de R$ 99.990

 

 

 

 

A Toyota apresentou nesta terça-feira (3) a nova geração do Corolla no Brasil. Como principais novidades, o sedã estreia a inédita configuração híbrida flex e sistemas de segurança ativa, também pela primeira vez no segmento. Nessa configuração, o carro funciona com gasolina ou etanol, junto a dois motores elétricos.

O modelo híbrido flex vem na versão topo de linha, Altis, e sai pelo mesmo valor do modelo com motor a combustão 2.0. Veja todos os preços da linha 2020 do Corolla:

  • GLi 2.0 - R$ 99.990
  • XEi 2.0 - R$ 110.990
  • Altis 2.0 - R$ 124.990
  • Altis híbrido - R$ 124.990

Até então, os híbridos à venda no Brasil usavam somente gasolina, caso do Prius, que também é da montadora japonesa.

Além disso, seguindo os passos dele e do RAV4, o Corolla adota a arquitetura TNGA da marca, que promete veículos mais seguros e agradáveis, com cinco pilares: conforto ao dirigir, habitabilidade, praticidade de uso, compromisso com o meio ambiente e segurança.

Motor

A motorização híbrida só está disponível na configuração Altis, a topo de linha.

São dois motores elétricos de 72 cavalos de potência e 16,6 kgfm de torque totais e um a combustão, 1.8 flex de ciclo Atkinson com 101 cavalos com etanol e 98 cavalos com gasolina, e 14,5 kgfm de torque independentemente do combustível utilizado. A garantia do conjunto híbrido é de 8 anos, embora a do carro seja de 5 anos.

A potência combinada é de 123 cavalos com etanol ou gasolina.

Os motores elétricos são recarregados pelo motor a combustão e pela recuperação de energia, que transforma a energia cinética gerada pelas desacelerações e pelos freios regenerativos em elétrica. Não há a possibilidade de recarga em tomadas.

De acordo com a Toyota, com gasolina, o Corolla híbrido roda 14,5 km/l na estrada e 16,3 km/l na cidade. Com etanol, os números caem para 9,9 km/l na estrada e 10,9 km/l na cidade.

Vale lembrar que, no caso dos híbridos, o consumo urbano é sempre o melhor pelo uso mais frequente do motor elétrico. Em estradas o motor a combustão é mais exigido.

101 + 72 = 123. Conta errada?

Não estranhe potências e torques combinados dos motores elétricos e a combustão não sejam contas matematicamente corretas. Porém, ao mesmo tempo, a conta não está errada.

Isso acontece porque os motores são acionados em momentos diferentes. Com isso, o pico de potência de cada um deles não ocorre ao mesmo tempo.

Para calcular a potência máxima de um modelo híbrido, as fabricantes registram o pico máximo de ambos no limite de giro.

Versões convencionais: novo motor 2.0

As demais versões do Corolla também têm mecânica inédita com um propulsor 2.0 flex batizado pela marca de Dynamic Force, que promete ser 9% mais eficiente e 15% mais potente.

Ele entrega 177 cavalos de potência com etanol e 169 cavalos com gasolina, e 21,4 kgfm de torque com qualquer um dos combustíveis.

O comando de válvulas variável inteligente (VVT-iE) modifica os tempos de abertura das válvulas de admissão por meio de um motor elétrico. Ele também adota um novo sistema de injeção direta e indireta de combustível, adaptando a injeção às condições de direção.

Para acompanhar a novidade, o sedã passa a ter um câmbio CVT que simula 10 marchas.

A transmissão promete mais eficiência e melhores arrancadas em 1ª marcha por ter uma engrenagem mecânica acoplada.

Visual

A nova "cara" do sedã foi apresentada em novembro passado, no Salão de Guangzhou, na China, com visuais diferentes para Europa e Estados Unidos.

Antes disso, ha pouco mais de 1 ano, a 12ª geração do Corolla já tinha sido vista na versão hatch, que o G1 mostrou em detalhes no Salão de Paris.

Versões e equipamentos

Desde a versão de entrada GLi (R$ 99.990), o Corolla é equipado com direção elétrica, 7 airbags (frontais, laterais, de cortina e um de joelho para o motorista), sistema Isofix de fixação de cadeirinhas infantis, controles eletrônicos de estabilidade e tração e assistente de partida em rampas.

Há também faróis com acendimento automático e ajuste de altura, central multimídia com conectividade Android Auto e Apple Carplay e câmera de ré, direção elétrica, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, faróis com luzes diurnas de LED e tela TFT de 4,2 polegadas colorida no quadro de instrumentos. As rodas têm 16 polegadas.

A versão intermediária XEi (R$110.990) acrescenta faróis de neblina em LED, chave presencial para entrada no veículo e partida do motor, aletas para troca de marchas atrás do volante, modo de condução Sport, retrovisor interno eletrocrômico, piloto automático, ar-condicionado automático, acabamento com partes de couro preto e rodas de 17 polegadas.

A topo de linha Altis 2.0 (R$124.990) adiciona lanternas e faróis de LED e o pacote Toyota Safety Sense, com piloto automático adaptativo, faróis com facho alto automático, assistente de pré-colisão com alerta sonoro e visual e frenagem automática, e alerta para mudança involuntária de faixa.

Há ainda um pacote premium de série com ar-condicionado de duas zonas, banco do motorista com regulagens elétricas, retrovisores externos com rebatimento elétrico, teto solar elétrico e sensor de chuva.

Na versão híbrida (R$124.990), este último pacote, com preço de R$ 6 mil, é opcional e não há paddle shifts, mas o quadro de instrumentos é digital.

O Corolla está disponível em 7 cores diferentes: branco sólido, branco perolizado, preto, prata, vermelho, marrom e cinza.

Silhueta mantida

Apesar do visual novo, a 12ª geração do Corolla passou por poucas mudanças em suas dimensões. Agora com 4,63 metros de comprimento, 1,45 metro de altura e 1,78 metro de largura (sem contar os espelhos), ele está 1 centímetro maior, 2 centímetros mais baixo e 0,5 centímetro mais largo.

A distância entre-eixos permaneceu a mesma, 2,70 metros, assim como o porta-malas, que segue com 470 litros.

O tanque de combustível diminuiu. Antes com 60 litros em todas as versões, agora as equipadas com motor 2.0 têm 50, enquanto a híbrida tem 43 litros.

Já o peso em ordem de marcha aumentou. Na geração passada, a versão de entrada, a mais leve, tinha 1.290 kg, enquanto a topo de linha, mais pesada, tinha 1.345 kg. Agora, o Corolla pesa entre 1.375 e 1.445 kg.

Fabricação

O Corolla é produzido em Indaiatuba (SP). A unidade teve um investimento de R$ 1 bilhão para ser modernizada e receber a nova geração do modelo. A Toyota prevê produção mensal de 3,5 mil carros com motor 2.0 e de mil híbridos.

A fábrica de motores de Porto Feliz (SP) teve investimento de R$ 600 mil e também vai produzir o motor híbrido, mas com a maior parte dos componentes vinda do exterior, já que os fornecedores locais ainda não dispõem dessa tecnologia.

 


Fonte: autoesporte.com

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